O ‘pacto pela vida’ de Eduardo Campos
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O ‘pacto pela vida’ de Eduardo Campos

adrianacarranca

13 Agosto 2014 | 21h12

A cada 15 dias, morrem no Brasil tantas pessoas quanto o saldo atual da guerra na Faixa de Gaza. São 154 mortos por dia, em média, no país. Somos o sétimo do mundo em taxa de homicídios, segundo ranking do Mapa da Violência 2014, que analisa os dados de 100 países com registro de taxas de homicídios entre 2008 e 2012. O mapa revela, ainda, que entre 2002 e 2012, 556 mil pessoas foram assassinadas no Brasil, dado que “excede largamente o número de mortes da maioria dos conflitos armados registrados no mundo”, diz o texto. Fica atrás de El Salvador, da Guatemala, de Trinidad e Tobago, da Colômbia, Venezuela e de Guadalupe. O Brasil só não ocupa posição pior, diz o ranking, porque a América Central vive “uma eclosão de violência”.

No Brasil, a violência é tratada como responsabilidade dos governos estaduais.  Eduardo Campos pretendia fazer do combate aos homicídios uma política federal, lembrou hoje o colega Bruno Paes Manso. Em 2008, quando era governador de Pernambuco, Campos lançou no Estado o Comitê Gestor do Pacto pela Vida, apontado como um dos principais fatores na redução dos homicídios em Pernambuco.

Em 2002, Pernambuco era o segundo Estado mais violento do Brasil. Em 2012, caíra à décima colocação. Recife, em 2006, era a capital mais violenta do País. No ano passado, ficou 140 dias sem assassinatos. Mais dados e tabelas, no site da Ponte.org.


A violência no Brasil, que mata majoritariamente jovens e negros, é tema dos mais prioritários e deve ser cobrado dos candidatos à presidência.

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SAIA PELO MUNDO

A partir de hoje, participo do programa Saia Justa, do canal GNT, falando sobre conflitos e mulheres pelo mundo.  O tema de hoje, ao qual voltarei neste blog, é a guerra na Faixa de Gaza. Hoje, Israel e o Hamas concordaram com a manutenção da trégua por mais cinco dias.

 

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