Espermatozóides indômitos: o ex-monsenhor & sobrinha, ‘el turco’ & ‘la anaconda’
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Espermatozóides indômitos: o ex-monsenhor & sobrinha, ‘el turco’ & ‘la anaconda’

arielpalacios

25 Novembro 2009 | 20h42

lugowiideia

Lugo violou o voto de castidade da Igreja Católica. Mas, ao mesmo tempo seguiu ao pé da letra a recomendação do Sumo Pontífice de não usar preservativos. Lugo, em foto da Wikipedia (com casaco que recorda intensamente o clergyman, faixa presidencial e bastão)

mmaozinha3d
O ex-monsenhor e atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, teria uma suposta nova filha, segundo denúncias realizadas por sua própria sobrinha, Mirtha Maidana. O escândalo sobre a suposta existência de uma nova descendente do presidente paraguaio, nascida quando Lugo ainda era sacerdote da Igreja Católica, e portanto, teoricamente casto, está provocando novas turbulências políticas ontem em Assunção.

Nos últimos meses o presidente reconheceu a existência de um filho, Guillermo Armindo, e foi acusado de ser o pai de duas crianças adicionais.

Os assessores de Lugo negaram enfaticamente as declarações da sobrinha do presidente. Representantes dos partidos da oposição aproveitaram o novo escândalo – o quarto relativo à prole do ex-bispo – para especular com um eventual pedido de impeachment de Lugo.

O prolífico ex-clérigo, que dois anos atrás ainda exercia as funções de bispo, teria tido um affaire há mais de duas décadas com Teresita de María Rojas, atualmente com 55 anos. O fruto desse romance teria sido Fátima Rojas, de 22 anos.

SOBRINHA, A VERDADEIRA..E A SUPOSTA
Mirtha Maidana é a filha da poderosa Mercedes Lugo, irmã do presidente Lugo. Pela condição de solteiro de seu irmão presidente, Mercedes ocupou as funções de primeira-dama. Mas, sua sobrinha Mirtha afastou-se do tio em agosto passado, quando o presidente lamentou em público: “os parentes a gente não escolhe!”.

O novo imbroglio de Lugo é apimentado pelas denúncias complementares da imprensa em Assunção, que indicam que o hipotético genro de Lugo, Luis Paciello – sua suposta filha Fátima casou-se há uma semana – foi designado assessor da hidrelétrica de Yaciretá sem realizar concurso.

A celebração do casamento de Fátima foi definida pelos colunistas sociais como uma “festa de arromba”. Lugo participou do casamento como convidado especial.

Na ocasião, a oposição denunciou o luxo excessivo de um casamento de uma suposta sobrinha de Lugo. Mas, a verdadeira sobrinha Mirtha Maidana provocou o escândalo ao afirmar que não possuía uma hipotética prima, já que Fátima era, na realidade, filha do ex-padre.

Segundo Mirtha, quando Fátima era uma criança brincava com seus filhos. “Sempre houve uma relação muito familiar. A verdade é que era um ‘segredo conhecido’, não somente na família Lugo Méndez, mas também na família dessa jovem”. Mirtha indicou à imprensa paraguaia que a mãe de Fátima, Teresa, “sempre acompanhou” Lugo.

Depois, ironizou: “não sei se dá para acreditar em uma amizade assim entre um homem e uma mulher…”. De quebra, disparou críticas contra o tio: “ele deixou filhos por todos os lados…e não os reconheceu”.

Além disso, desafiou: “que ele faça um exame de DNA. Se não for filha dele, me apresento perante a Justiça para cumprir uma pena de difamação e calúnia”.

A semana está sendo turbulenta para Lugo, já que na terça-feira seus assessores também iniciaram os trâmites na Justiça para rejeitar a demanda sobre o terceiro suposto filho, Juan Pablo, de dois anos, filho de Hortensia Morán, de 40 anos. Morán quer que seu filho possa utilizar o sobrenome do presidente.

Além disso, Benigna Leguizamón, mãe de um menino de sete anos, suposto filho de Lugo e autora da segunda denúncia (Lugo somente reconheceu a criança da primeira denúncia, seu filho Guillermo Armindo) de paternidade do ex-bispo disse que ela também sabia que Fátima Rojas era filha de seu ex-amante.

LUGÔMETRO
O surgimento de uma eventual nova filha desatou em Assunção uma onda de piadas sobre a capacidade reprodutiva de Lugo. A denúncia sobre a suposta paternidade de Fátima também foi alvo de sarcasmos em outras capitais do Cone Sul, especialmente em Buenos Aires, onde o jornal “Perfil” criou meses atrás o “Lugômetro”, um indicador do surgimento de novos supostos filhos do ex-clérigo que transformou-se no chefe do Poder Executivo.

Na terça-feira o “Perfil” atualizou o “Lugômetro” com o surgimento de Fátima Rojas como a eventual primogênita do ex-monsenhor.

lugiometro

indicadndodLink para o “Lugômetro”:
http://especiales.perfil.com/lugometro/

mmaozinha3dMais espermatozóides indômitos:

EL TURCO E LA ANACONDA – Ou, as supostas vantagens políticas de um filho avantajado
bolocco

Em junho de 2007 a imagem do ex-presidente Carlos Menem foi abalada quando a revista chilena “SPQ” publicou uma seqüência de fotos que mostravam a ex-miss Universo Cecilia Bolocco em relaxado topless ao lado de um empresário italiano – Luciano Maroccino – de ostensiva fama de playboy.

O problema era que a longilínea Bolocco, uma loira chilena de 41 anos na época, estava casada desde o ano 2000 com Menem, político que ao longo de sua carreira fez questão de alardear sobre sua “macheza”.

As fotos retratavam Boloco deitada em uma espreguiçadeira à beira de uma piscina em Miami ao lado de um italiano alto, de 52 anos (duas décadas mais novo que Menem), representante da Organização Miss Universo em Nova York.

lanacionnik
Charge de Nik, no jornal ‘La Nación’, sobre a nudez de Bolocco…e sobre como Menem havia deixado os argentinos ‘nus’.

Três anos após seu casamento com Mene, Bolocco deu à luz a Máximo Menem.

Do casamento com Zulema Yoma, sua primeira esposa, Menem teve dois filhos: Carlos Junior, falecido em um misterioso acidente em1995 e Zulemita, que nunca aceitou seu casamento com a ex-miss.

Em 2005, os sinais de desgaste do casal começaram a aparecer.
Na ocasião, Bolocco reclamou em público que Menem estava mais dedicado à política do que à sua esposa.
Menem – também indicava Bolocco – passava tempo demais jogando golfe (e não era metáfora…era golfe mesmo).

E 2006, Bolocco, durante uma programa de TV, aplicou uma cálida e prolongada “bicota” no galã espanhol Miguel Bosé. Nos seguintes meses apareceu em vários shows com vestidos decotados e transparentes.

Em junho, após a publicação de duas séries de fotos ardentes com o playboy italiano, Menem anunciou a separação da ex-miss.

anaconda
Eunectes murinus, ‘anaconda’ para os amigos: o réptil tropical que inspirou apelido de membro viril de filho de Menem

LA ANACONDA
indicadndodEnquanto Menem se separava, seu filho ilegítimo, Carlos Nair Meza – fruto de amores extramatrimoniais de “El Turco” ocorridos em 1981 – entrava no programa “Big Brother Famosos” (que reuniu uma série de “celebridades” de terceiro escalão). No início do programa o rapaz lamentava que seu pai não o reconhecia como filho.

A rejeição vinha de longa data. Em 1997 Menem, na época presidente, negou que o menino fosse seu filho, tal como havia publicado a revista “Notícias”.

Além disso, processou a revista por “calúnias”, alegando que a história sobre seu suposto filho extra-matrimonial não passava de “mentira”.

Em junho de 2007, o tímido Carlos Nair começava a ficar famoso graças ao Big Brother. Mas Menem, mais uma vez, negou sua paternidade perante a imprensa.

No entanto, a fama do rapaz cresceu em disparada quando uma colega da casa abaixou seus calções enquanto dormia, mostrando às câmaras uma colossal credencial de anatomia viril.

As dimensões de Carlos Nair desataram exaltadas exclamações de admiração das outras participantes, além de comentários de profunda inveja dos integrantes masculinos da casa do Big Brother.
A partir dali, Carlos Nair foi conhecido pelo apelido de “Anaconda” (em alusão à gigantesca cobra tropical).

Ao sair da casa de Big Brother, o jovem tornou-se assunto dos principais programas de TV e rádio. Carlos Nair passou a ocupar mais espaço na mídia que seu pai.

Imediatamente, Menem voltou atrás e começou a fazer alarde que o bem-dotado Carlos Nair era seu filho. Em entrevista ao canal “Telefé”, afirmou: “É meu filho, sim. É inegável. É meu retrato, mas sem cabelos brancos. Ele herdou muitas características minhas…”.

Dias depois, na reta final da campanha eleitoral (para a renovação do Parlamento, em outubro de 2007) em La Rioja, Menem convocou Carlos Nair para ajudá-lo na campanha.

Sua ajuda, apesar da bem-dotada fama, não foi suficiente para vencer nas urnas. Isto é, a genitália de grandes dimensões não se traduziu em votos.

Resultado: Menem sofreu a mais fragorosa derrota de sua longa carreira política.

“El Turco” ficou em terceiro lugar nas eleições realizadas ontem em sua província natal, La Rioja.

Menem somente conseguiu 22% dos votos na província que havia controlado com mão de ferro por três décadas.
O primeiro colocado, um aliado do então presidente Néstor Kirchner, foi Luis Beder Herrera, o atual governador, reeleito com 39% dos votos.
O segundo colocado foi Ricardo Quintela, com 25%, que também era um aliado de Kirchner.

Menem, ao ser informado da derrota, comentou carrancudo: “as urnas falaram. Nós, democratas, temos que saber ouvi-las”.
Horas antes, ele havia alardeado que ganharia “de goleada”.

Os analistas afirmam que essa eleição marcou o fim de uma era. Segundo eles, é irreversível o declínio político de Menem, caudilho que marcou a política argentina nos anos 80 e 90. Os analistas afirmam que Menem é atualmente um “fantasma” político.

Seu poder se reduz ao respaldo de um prefeito em sua própria província natal e três parlamentares. Um deles é um sobrino; a outra, uma deputada amiga. O terceiro é o próprio Menem, senador.

odalisca
Menem: testosterona, danças e presidência

ASCENSÃO E QUEDA
indicadndod Menem começou a carreira política nos anos 60. Em 1973 foi eleito governador. Em 1976 o golpe militar o cassou. Em 1983, com a volta da democracia foi eleito novamente governador. Seis anos depois, em 1989, chegava à presidência da República. Em 1994 alterou a Constituição, de forma a permitir a reeleição presidencial. Um ano depois, vencia novamente nas urnas.

Em 1999 tentou alterar novamente a Constituição, para permitir um terceiro mandato consecutivo.

No entanto, a opinião pública rejeitou essa possibilidade. Nesse ano deixou a presidência, envolvido em uma série de escândalos de corrupção.

Os dez anos e meio nos quais controlou a Argentina foram conhecidos como “Pizza com champanhe”. Ou seja, segundo a “menemóloga” Silvina Walger, “o brega tentando ser chique”.

No ano 2001 foi preso durante cinco meses, acusado de contrabando internacional de armas.
No entanto, a Corte Suprema, onde tinha vários – e declarados amigos – o absolveu.

Em 2003 disputou as eleições presidenciais. Venceu o primeiro turno com 24% dos votos.

No entanto, desistiu da segunda fase quando soube que as pesquisas indicavam, se forma unânime, que seu rival, Néstor Kirchner, o derrotaria com mais de 70% dos votos no segundo turno.

A desistência de Menem desagradou vastas parcelas de seu eleitorado, que consideraram sua atitude uma “covardia”.

Desde 2003 Menem passou grande parte do tempo jogando golfe em La Rioja, enquanto sua esposa Cecilia Bolocco – chilena residente em Santiago do Chile, do outro lado da Cordilheira dos Andes – reclamava que seu marido lhe dedicava pouco tempo.

Em 2005 disputou a eleição para o Senado. Na ocasião, sua província lhe deu o primeiro sinal de ausência de poder.
Entre as duas vagas para senador, Menem conseguiu a segunda. O primeiro lugar foi arrebatado por um ex-discípulo, Angel Maza.

De lá para cá, os vestígios de poder de Menem terminaram de esfacelar-se.

anaconda4
Mais víboras do que anacondas

………………………………………………………….
Comentários racistas, chauvinistas, sexistas ou que coloquem a sociedade de um país como superior a de outro país, não serão publicados.
Tampouco serão publicados ataques pessoais entre leitores nem ocuparemos espaço com observações ortográficas relativas aos comentários dos participantes.
Além disso, não publicaremos palavras ou expressões de baixo calão (a não ser por questões etimológicas, como back ground antropológico).