Há 70 anos Zweig partia. E Gabriela Mistral chorava.
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Há 70 anos Zweig partia. E Gabriela Mistral chorava.

arielpalacios

23 Fevereiro 2012 | 01h30

Stefan Zweig, best-seller nos anos 20 e 30, suicidou-se há exatamente 70 anos em Petrópolis. Uma de suas amigas era Gabriela Mistral, que após a morte do autor, escreveu uma carta relatando seu encontro com o cadáver do amigo. O texto íntegro da carta publicada na Argentina pela Nobel chilena sobre o escritor austríaco foi resgatada pelo brasileiro Alberto Dines.

“Finalmente entrei no quarto de dormir e estive ali não sei por quanto tempo sem levantar a cabeça. Eu não podia ou não queria ver. Em duas pequenas camas unidas estava o mestre, com sua formosa cabeça somente alterada pela palidez. A morte violenta não lhe deixou violência alguma. Dormia sem seu eterno sorriso, mas sim com uma doçura enorme e com uma serenidade maior ainda”.

Desta forma, a escritora e diplomata chilena Gabriela Mistral (futura Prêmio Nobel de 1945) descreveu o momento em que entrou no quarto da casa do escritor austríaco Stefan Zweig em Petrópolis (RJ), horas após o suicídio do autor de “Novela de xadrez”, “Maria Stuart” e “Brasil, um país do futuro”.

O relato em forma de carta foi destinada a Eduardo Mallea, escritor argentino, que na época comandava o suplemento literário do jornal portenho “La Nación”. O conteúdo integral dessa epístola, publicada originalmente no dia 3 de março de 1942, ficou esquecido durante décadas, até que a carta – da qual só se conheciam trechos esparsos – foi resgatada em sua totalidade há poucos anos pelo jornalista brasileiro Alberto Dines, diretor do Observatório da Imprensa e autor de “Morte no paraíso”.

 O jovem Alberto Dines, com cara marota, marcado com o círculo preto. O escritor Stefan Zweig, acompanhado de Lotte, no canto inferior direito. A foto foi feita na Escola Israelita-Brasileira Scholem Aleichem, Vila Isabel, Rio. Naquele momento Zweig colhia material para o “Brasil, um pais do futuro”. Um mês depois embarcou para uma série de conferências na Argentina (Buenos Aires, Cordoba, Rosário, Santa Fé, La Plata).

A quarta edição de “Morte no paraíso” – uma das principais escritas sobre o suicídio de Zweig – será lançada no final de março e conterá a íntegra da carta de Mistral, entre outros detalhes sobre a vida do escritor.

“O texto da carta de Gabriela Mistral está carregado de emoção”, disse Dines ao Estado. sobre a carta, reproduzida pelo “La Nación” na sexta-feira passada. O jornal recordou que o interesse original de Zweig em conhecer a América do Sul era a Argentina. No entanto, depois de viajar à Buenos Aires nos anos 30, e de fazer uma escala no Brasil, ficou fascinado pelo afeto com o qual foi tratado pelos brasileiros (e havia ficado incomodado com o áspero clima político em Buenos Aires). Desta forma, em 1940, quando partiu da Europa, Zweig – em vez da Argentina – foi para o Brasil, instalando-se em Petrópolis.

Ali preparou um livro cujo título tornaria-se um slogan informal de sua terra de asilo: “Brasil, país do futuro”. Segundo Zweig, “se o Paraíso existe em algum lado do planeta, não poderia estar longe daqui”.

 

 O pacifista Zweig temia que a guerra, que estava arrasando as cidades da Europa, chegaria finalmente à América do Sul (acima, leitores buscam ávidos material de leitura em meio à Segunda Guerra Mundial). Em fevereiro de 1942 – quando Zweig deixou voluntariamente de viver – o Terceiro Reich parecia invencível. Apenas oito meses depois Hitler começaria a quebrar a cara com os ingleses nas areias do Sahara em El Alamein e com os russos nas gélidas planícies onde localizava-se Stalingrado.

AFUNDAMENTO E SUICÍDIO – O dia em que Mistral viu seu amigo deitado placidamente sobre o leito, sem vida, era o 23 de fevereiro de 1942. Menos de uma semana antes, Zweig havia sido informado sobre o afundamento do “Buarque”, navio brasileiro afundado por um submarino do Terceiro Reich. O escritor austríaco, judeu, refugiado na América do Sul para escapar do avanço do nazismo na Europa, considerou que o fim estava próximo, já que a guerra estava atingindo um país sul-americano.

Nas primeiras horas daquele dia Stefan Zweig, autor de sucesso em todo o mundo, havia cometido suicídio. A seu lado estava “Lotte”, apelido de Charlotte Altman, secretária e virtual esposa de Zweig. “Parece que ele morreu antes do que ela”, conjetura Mistral na carta a Mallea. “Sua mulher, que havia visto seu fim, segurava sua cabeça com o braço direito e toda sua cara estava apoiada na dele, Ao ser separada de seu corpo, ela ficou com o braço e a mão tortos e rígidos, e será necessário dar um jeito nesse pobrezinho corpo para colocá-la no ataúde. O rosto dela estava muito parecido (ao de Zweig). Não haverá nada que poderá dissolver em mim esta visão”.

“Nunca se soube o que foi o que ele ingeriu. Possivelmente morfina”, disse Dines ao Estado.

 Foto publicada no dia 28 de fevereiro de 1942 pela revista A Semana. Stefan e Lotte em um abraço eterno.

“Foi um livro importante para o Brasil. Mas na época foi muito esculhambado pela imprensa, por razões maliciosas, pois achavam que Zweig havia vendido-se ao Estado Novo de Getúlio Vargas. E, como Vargas não podia ser criticado diretamente, criticavam o Zweig”, explica Dines, que viu o escritor de perto quando tinha oito anos, em 1940, durante uma visita do autor de “Amok” à escola de seu futuro biógrafo. “Ele posou para uma foto com uma centena de alunos e os professores. Naquele dia não tivemos aula. Foi um dia que não esquecerei”, diz.

 

Morte no paraíso, de Alberto Dines. Nova edição ampliada terá mais detalhes sobre a vida e obra do escritor austríaco.

ATUALIDADE DE ZWEIG – “A efeméride destes 70 anos de sua morte é muito interessante, pois Zweig era, desde o início, um europeu, muito antes de que existisse uma concepção de uma Europa unida”, sustenta o biógrafo. Segundo Dines, “Zweig não morreu. Está vivo. pois continua sendo reeditado e reaproveitado. No ano passado o diretor Bernard Attal preparou um filme baseado em ‘A coleção invisível’, do Zweig, que talvez seja o único livro de ficção na literatura que está centralizada na inflação”.

A carta, na íntegra, de Gabriela Mistral publicada no jornal La Nación no dia 3 de março de 1942:

Eduardo Mallea: van adjuntas unas letras de hace días, donde hallará usted un recado de nuestroStefan Zweig. Yo no podía mandárselas hoy, 24 de febrero, sin añadirles unas palabras sobre el horrible día 23. Salí hacia Petrópolis a las once y media; mi bus ha debido pasar por la casa de nuestro amigo a mediodía: a esa hora él y su mujer agonizaban, allí, solos, sin que nadie supiese esa agonía. La criada tenía costumbre de que sus patrones durmiesen hasta las 10; no le extrañó mucho, al acercarse a la puerta hacia las 12, oír “la respiración del señor Zweig”. Pero la pobre mujer solamente a las cuatro se decidió a abrir la puerta. Avisó a la policía; andaba tan trastornada que al recibir a un arquitecto francés que venía de visita, le contestó: “Sí, allí están; pero están muertos”. La policía llamó al presidente del PEN Club, Dr. [Cláudio] De Souza, a quien estaba dirigida la carta del maestro para sus amigos y que tal vez usted ya ha leído. El doctor fue a comunicar personalmente la tragedia al presidente -quien ordenó hacer las exequias por cuenta del Estado- y avisó a la prensa de Río. Nosotros supimos la desventura por un telefonazo de M. Dominique Braga, a las nueve de la noche. Yo estaba recogida y oía sin entender este diálogo: “No puedo oírle, señor Braga; hable usted más alto. El teléfono está mal. No le oigo todavía. No le puedo oír”. Y después: “¡Qué cosa tan horrible!” y el llanto no dejaba hablar a Connie [Saleva, secretária de G.M.], lo mismo que a M. Braga. Creí que se tratase de un accidente de auto y busqué entre mis amigos de Petrópolis. A cualquiera hallaba menos a ellos. Porque hacían la vida más quieta del mundo, y la más dulce en la apariencia y la más linda de ver.

Tenía tanto miedo de saber, amigo mío, tanto temor, que no quería preguntar. Connie subió llorando como un niño. Aquí los tres teníamos, más que el cariño, la ternura de ese hombre llano como una criatura, tierno en la amistad como no sé decirlo, y realmente adorable. Usted sabe con cuánta frecuencia nos veíamos, ¡ay! Con menos de la necesaria para haber sabido el secreto de ellos y haberlos ayudado, si dable era ayudarles, ¡Dios mío!

Salimos hacia Petrópolis con una sensación de sonámbulos que hacen cosas absurdas: saberlos muertos no era posible para nosotros, y muertos por suicidio, menos. La pequeña casa de columnetas, a media colina, a cuya puerta nos esperaba siempre, subiendo lentamente las escaleras, estaba guardada por la policía. Arriba hallamos al doctor De Souza y a su buena mujer, al presidente de la Academia de Petrópolis, a un grupo de hebreos, al editor brasileño de Zweig y a los consabidos corresponsales de la prensa nacional y extranjera. Nosotros seguíamos hablando y oyéndolo todo como sonámbulos.

Al fin entré en el dormitorio y estuve allí no sé cuánto tiempo sin levantar la cabeza. Yo no podía o no quería ver. En dos pequeños lechos juntos estaba el maestro, con su hermosa cabeza solamente alterada por la palidez. La muerte violenta no le dejó violencia alguna. Dormía sin su eterna sonrisa, pero con una dulzura grande y una serenidad mayor todavía. Parece que él murió antes que ella. Su mujer, que habrá visto ese acabamiento, le retenía la cabeza con el brazo derecho, y toda su cara estaba echada sobre la suya. Al ser separada de su cuerpo, ella quedó con brazo y mano torcidos y rígidos, y habrá que desgobernar el pobrecito cuerpo al ponerla en el ataúd. El rostro de ella estaba muy parecido. No habrá nada que me disuelva esta visión.

Tenía él 61 años; ella, 33. El decía siempre: “En años, soy más que su padre”. Ella supo irse con él, dejando atrás la vida entera. La miré mucho rato en el ademán y en el prodigioso enflaquecimiento del veneno o de la angustia de la última hora: la de verlo muerto a su lado. Mantengo todo mi concepto cristiano sobre el suicidio, amigo mío, pero creo que él no me prohíbe sentir este desgarramiento por el amor de esa mujer hacia un hombre viejo a quien quiso con pasión y amistad. Lo cuidaba con un celo tal que no estaba lejos de él diez minutos: del aire frío, del mucho escribir, del mucho andar -que era su vicio único-, del desaliento: de todo lo guardaba. En mi país yo hubiese rogado que los sepultasen juntos, como a los Berthelot. Zweig dormía sin sueños, aliviado para siempre del tiempo y el mundo vergonzosos que fueron la ración de su vejez.

Mi asombro y el de cuantos lo tratamos aquí es inmenso. Hoy sólo puedo contarle nuestro penúltimo encuentro. Nos invitó a almorzar, añadiendo a nosotros tres a Hortensia Río Branco, que estaba en casa. Lo encontré un poco desmejorado, pero en un ánimo más alegre que otras veces. Le di la noticia de la venida de Waldo Frank, anunciada en la carta suya, y le participé mi proposición de que el amigo viniese a casa, a Petrópolis, para escapar del calor. Entonces ambos me dijeron que compartiríamos a Frank, quien podía pasar días con ellos, días conmigo. Así lo convinimos.

Contó riendo que él había dispuesto un almuerzo austríaco, desde la sopa hasta el postre. Y él lo sirvió, con su linda manera, que nunca se sabía si era de uno muy viejo o muy niño. Habló un poco de Bélgica con doña Hortensia, residente de media vida en ese país.

Luego salimos hacia la terraza, donde a él le gustaba trabajar, pero me detuvo al pasar por su escritorio para leerme una preciosa carta de Martin du Gard, el novelista. Leía y repetía frases y frases, haciéndome sentir el perfecto, el hermoso estado de espíritu de esta otra alma en prueba. Salimos a la terraza hablando de las gentes que están viviendo su tragedia sin la pérdida de una pizca de decoro y de elegancia en la conducta. Entonces me dijo, mirándome de un modo particular y recalcándome las palabras: “Habría que decir lo peligroso que es en América comenzar una persecución de los alemanes; sé que hay algunos signos de eso, y me alarman mucho”. Lo tranquilicé, asegurándole que no habrá inquisición, ni cosas parecidas a las débauches sangrientas de Europa, en nuestros pueblos. Y entramos en una larguísima conversación sobre el indio, el negro y las gentes cruzadas. Le oí una alabanza conmovida de los misioneros portugueses. Yo había procurado antes interesarlo en los misioneros del Continente como asunto para un libro suyo que podría ayudar mucho a nuestros indios. Celebró la bondad del negro, “que es una sola cosa -dijo- con su alegría”. Añadió lindas observaciones del temperamento brasileño en la piedad y el equilibrio pasional. De la gente pasó a la tierra, y me pidió caminar con él por los alrededores de nuestra ciudad, lo cual le prometí. Él me creía entendida en plantas, sólo por haberme visto cultivar un pedazo de jardín de la casa? “Gabriela Mistral -me dijo-, yo tengo este deseo que me va a conceder. Conversaremos mejor de todo esto andando por la tierra rural.”

Hace unos diez días de todo esto: trato de recordar con mucha precisión la parte referente a Frank y la última, porque son dos compromisos que él se hacía y que nadie le había solicitado. Estoy cierta de que no me engañaba -¡para qué!- y de que no pensaba matarse.

Poco después me habló por teléfono para preguntarme si yo iría a una recepción oficial de la Prefectura (o Gobernación) de Petrópolis, pues él tenía la invitación, pero no la compañía. Allá fuimos y estuvo a gusto, a pesar de lo poco que le agradaba la vida mundana.

No creo en las conjeturas que se hacen sobre la situación económica del maestro Zweig. Su editor las desmintió rotundamente anoche, a dos pasos del muerto. Las grandes ediciones suyas lanzadas por la mayor editorial yanqui, más algunos artículos pedidos de los Estados Unidos, podían asegurarle a lo menos unos años de un bienestar modesto, pero suficiente. Por otra parte, no puede ni imaginarse un momento de extravío o de locura: escritor más sensato, más dueño de su alma, menos delirante (a pesar de haber descripto como nadie el delirio), no puede tal vez encontrarse en nuestra generación. Pienso, sin pretensión de adivinar, que las últimas noticias de la guerra lo deprimieron horriblemente y en especial el comienzo de la guerra en el Caribe, el hundimiento de barcos sudamericanos. ¡Ay! ¡Había visto llegar así la guerra a tantas costas! Habrá que añadir su última información: la de los sucesos del Uruguay. También eso se parecía de un modo tremendo a lo visto en Europa, duela o no duela confesarlo. Estaba harto de horror, no podía ya más.

Amigo mío: ya sé que los fáciles dirán para condenar -y hasta algunos estoicos- que Zweig se debía a nosotros y que su escapada de la tragedia común es una gran flaqueza. Y mucho más se dirá. Hablarán de su falta de fe en lo sobrenatural y acaso de la famosa cobardía israelita.

Yo me quedo esperando su autobiografía, escrita aquí mismo, en nuestro Petrópolis, que él amaba tanto como yo. Porque no sabemos todo lo que este hombre padeció desde hace unos siete años, desde que el escritor alemán fiel a la libertad pasó a ser bestia de cacería. Su sensibilidad superaba a la mostrada en sus libros: era una sensibilidad femenina, en el mejor sentido del vocablo; habría que decir “inefable”. Cuando hablábamos de la guerra, yo seguía en su cara, punto a punto, su corazón en carne viva e iba midiendo lo que yo podía decir, lo cual no me ha ocurrido con ningún hombre de letras. Y no era que perdiese en momento alguno su control riguroso; era que los hechos brutales, o simplemente penosos, no parecían ser oídos, sino tocados por él en el mismo instante en que los escuchaba y le caía al rostro una tristeza sin límites que lo envejecía de golpe. (Usted recuerda la juventud de su aspecto; toda ella desaparecía en cayendo la guerra en la conversación.) Su repugnancia de la violencia era no sólo veraz; era absoluta.

Le importaban todos los pueblos y se había apegado muchísimo a los nuestros. Estuvo a punto de irse a Chile, por una invitación de Agustín Edwards; se quedó en Brasil y lo sirvió con un libro ejemplar sobre territorio, historia y pueblo. Halló los Estados Unidos demasiado recios o duros, no sé. Prefería el sur porque, además, necesitaba de mucha dulzura de clima el hombre de sesenta años.

Su melancolía más visible era la pérdida de la lengua materna. En su primera visita a esta casa me dijo que nada del mundo podría consolarlo de no volver a oír en torno suyo el habla de su infancia. “Esto -dijo- es lo único irremediable.” Él esperaba entonces con certidumbre cabal la caída del hitlerismo; pero ya había comprado una casa en Inglaterra y posiblemente, como muchos desterrados, pensaba que al regresar llevaría las heridas de un dictador, y además las de los seudo amigos que traicionan o que consienten. Su sobriedad para juzgar a su patria me pareció completa; jamás un denuesto, ni siquiera un vocablo castigador; su continencia verbal formaba parte de su hidalguía. (El tipo de nariz no era judío; mejor recordaba al español, inglés o francés).

No pudimos hacer nada por él, aparte de quererle en esta casa los tres, porque era lo más natural del mundo el tenerle no sólo admiración, sino una ternura conmovida.

¡Ay! Que no remuevan los creyentes estos huesos de doble fugitivo y renuncien al ejercicio fácil de dar una lección sobre un muerto que deja empobrecida a la humanidad, y en todo caso a los mejores. En él había miel de Isaías, también llama paulista, también ambrosía de Ruth.

Adiós. G. M..

 Stefan Zweig e Charlotte Altmann.

   

Para mais detalhes sobre Gabriela Mistral, aqui.

Para mais detalhes sobre Stefan Zweig, aqui. E também aqui.

   

E aqui, a versão completa de “Die schweigsame Frau” (A mulher silenciosa), ópera de Richard Strauss, cujo libreto é de Stefan Zweig:

  

 hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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