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China impõe nova restrição a moradores de Xinjiang

Felipe Corazza

20 Agosto 2014 | 09h22

O endurecimento da ofensiva de Pequim contra extremistas islâmicos de Xinjiang ganhou novo capítulo que, como diversos anteriores, atinge a população da Região Autônoma como um todo. O governo central impôs a obrigação de identificação de todos os passageiros que comprarem passagens de ônibus de longa distância saindo de Urumqi, capital da Região.

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Segundo a agência Reuters, a partir de setembro, restrições que já valem para viagens aéreas em todo o país passam a ser aplicadas aos ônibus, incluindo proibição de isqueiros, garrafas d’água e frascos de iogurte.

Protesto. Ontem, a Associação Americana de Uigures, entidade de oposição a Pequim sediada em Washington, criticou a decisão do governo chinês de passar a usar aviões não tripulados para vigiar a Região Autônoma.  “O uso de drones para vigilância interna é um passo extremamente sério e perturbador”, afirmou a entidade em um comunicado.


O Partido Comunista tem aproveitado o sentimento mundial de repúdio ao extremismo islâmico provocado pelo Estado Islâmico no Iraque para apertar o cerco aos radicais do Turquestão do Leste, que exigem a separação do território de Xinjiang e o estabelecimento de uma nação islâmica na região.

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