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Coreia do Norte se aproxima do xeque-mate

Informação de que país obteve uma ogiva nuclear miniaturizada limita drasticamente as opções para lidar com Kim Jong-un

Felipe Corazza

08 Agosto 2017 | 15h16

As informações publicadas há pouco pelo Washington Post sobre a Coreia do Norte, caso confirmadas, terão um impacto fortíssimo nas pretensões dos países e líderes que tentam conter o regime de Kim Jong-un. O jornal americano afirma que o setor de inteligência americano confirmou a capacidade norte-coreana de miniaturizar uma ogiva nuclear – ou seja, é capaz de produzir ogivas adequadas para serem levadas por um míssil intercontinental (ICBM).

Somada ao teste de míssil realizado no dia 4 de julho pelo “reino ermitão”, a miniaturização de ogivas é o último passo na caminhada que “blindará” o país. Pyongyang afirma que o Hwasong-14, lançado no início do mês passado, é um ICBM. Carregado com uma ogiva nuclear, poderá atingir, segundo cálculos de analistas, cidades no território americano como Seattle.

O conjunto obtido por Kim reduz drasticamente qualquer possibilidade do uso da força para dissuadir a Coreia do Norte a abandonar as armas nucleares. O risco de uma retaliação imediata e nuclear contra cidades americanas pesará, e muito, nas decisões tomadas em Washington. A revelação do Post reduz as opções de Donald Trump para lidar com os norte-coreanos e dá força às ideias do atual presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que defende o diálogo com Pyongyang – não é garantido, no entanto, que Moon mantenha sua posição após os avanços recentes do regime inimigo.


O último passo é tornar o Hwasong-14 operacional e carregá-lo com as ogivas, mas esse processo pode ser rápido. Kim Jong-un colocou seus rivais em xeque. Ainda não é um xeque-mate, mas está bem próximo.

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