Cético sobre vacinas chefiará setor no governo Trump

Cético sobre vacinas chefiará setor no governo Trump

Integrante da família Kennedy é porta-voz de movimento que acredita na associação entre imunização e autismo

Redação Internacional

10 Janeiro 2017 | 19h47

NEW YORK – O cético sobre vacinação infantil Robert F. Kennedy Jr., filho do senador democrata Bob F. Kennedy e sobrinho do presidente John F. Kennedy, fiscalizará um painel presidencial do governo Donald Trump para rever a segurança e a ciência das vacinas infantis nos EUA.

NY001 NUEVA YORK (ESTADOS UNIDOS), 10/01/2017.- Robert F. Kennedy Jr se dirige a los medios a su llegada a la Trump Tower para reunirse conel presidente electo de EE.UU., Donald Trump, en Nueva York, Estados Unidos, hoy 10 de enero de 2017. EFE/Anthony Behar POOL

Robert F. Kennedy Jr fala com jornalistas na Trump Tower . Foto: Anthony Behar/EFE

A escolha de Kennedy para esse cargo reavivará um debate sobre imunização infantil e autismo no país, apesar de diversas pesquisas e cientistas desconsiderarem totalmente a possibilidade de ligação de um fato com outro.

“O presidente eleito Donald Trump tem algumas dúvidas sobre a atual política de vacinação e tem feito algumas perguntas sobre o assunto”, declarou Kennedy a repórteres após deixar a reunião com o republicano, em Nova York.

“Ele me pediu para presidir uma comissão sobre segurança de vacinas e integridade científica. E eu disse que aceitaria”, confirmou Kennedy. “Todo mundo deveria ser capaz de assegurar que as vacinas que nós tempos – ele (Trump) é a favor das vacinas, assim como eu –, são seguras o suficiente”, acrescentou o ativista.

Apresentador de rádio, Kennedy é considerado o porta-voz do movimento que questiona a segurança das vacinas nos EUA, uma teoria que tem o apoio de Trump. Em 2012, o republicano tuitou sobre o caso e em 2014 disse que os médicos mentem sobre o tema.

Em 2015, durante um debate eleitoral, Trump enfureceu médicos com uma declaração polêmica. “Você pega esse bonitinho bebê e ‘pump’. Outro dia mesmo, uma linda criança de 2 anos foi vacinar. Uma semana depois, ela teve febre e ficou muito, muito doente. Agora, é uma autista”, disse, na época.

O comentário foi amplamente criticado e denunciado por médicos que disseram que não existe evidência que ligue as vacinas ao autismo. Na verdade, disseram, o estudo que popularizou a ideia foi recolhido e considerado fraudulento. / REUTERS e W. POST

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