Cinco fatos sobre o novo secretário de Estado dos EUA

Cinco fatos sobre o novo secretário de Estado dos EUA

Rex Tillerson, principal executivo da companhia americana de petróleo ExxonMobil, é conhecido por seu conservadorismo e espírito de liderança

Redação Internacional

13 Dezembro 2016 | 12h05

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, escolheu nesta terça-feira, 13, Rex Tillerson, principal executivo da companhia americana de petróleo ExxonMobil, para ocupar o cargo de secretário de Estado. Nascido no Texas, o escolhido tem 64 anos e é conhecido por seus pensamentos conservadores e seu espírito de liderança. Veja abaixo cinco fatos importantes sobre ele.

Rex Tillerson (esq.), principal executivo da companhia americana de petróleo Exxonmobil, deve ser apontado como secretário de Estado da gestão Trump (Foto: REUTERS/Joshua Roberts)

Rex Tillerson (esq.), principal executivo da companhia americana de petróleo ExxonMobil, deve ser apontado como secretário de Estado da gestão Trump (Foto: REUTERS/Joshua Roberts)

O que ele sabe sobre diplomacia?

Tillerson passou os últimos 41 anos de sua vida na ExxonMobil, onde começou como engenheiro de produção e passou a negociar alguns contratos para a empresa. Para isso, precisou aprender habilidades diplomáticas importantes. Já trabalhou com muitos líderes mundiais, incluindo o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Mas representante de uma companhia e secretário de Estado são funções completamente diferentes. Agora, Tillerson enfrentará uma grande variedade de questões, de direitos humanos ao fortalecimento da Organização do Tratado do Atlântico-Norte (Otan) e outras alianças. Ele é favorável ao livre comércio e reconhece que as mudanças climáticas são um desafio importante, mas sua opiniões sobre muitos assuntos ainda são desconhecidas.

O novo secretário de Estado terá muito o que pensar e aprender. Sem contar com experiências em política externa fora de seus negócios, ele deverá receber instruções de especialistas do Departamento de Estado e da Casa Branca.

Sua relação com a Rússia é preocupante?

Diversos senadores, incluindo John McCain e Marco Rubio, não acreditam que uma relação conciliatória com a Rússia seja algo positivo, considerando a agressão do país à Ucrânia e seu relacionamento amigável com o governo sírio, que está assassinando seu próprio povo.

Contudo, Tillerson pode abordar o assunto de forma diferente de quando estava na ExxonMobil, já que confiava na Rússia com relação aos seus negócios internacionais. Como ele verá a interferência continuada dos russos no território ucraniano, em outros países vizinhos e na Síria ainda não está claro.

Ele conseguirá confrontar os ditadores?

Tillerson já o fez no passado. Logo após assumir o comando da ExxonMobil, há quase uma década, Hugo Chávez, então presidente da Venezuela, tentou nacionalizar os ativos de mais de 20 empresas petrolíferas estrangeiras. A maioria optou por negociar acordos de compensação, mas a Exxon levou Caracas a um tribunal internacional e ganhou US$ 1,6 bilhões em compensações em 2014.

Qual a opinião dele sobre mudanças climáticas?

Ele se desviou do ceticismo de Trump com relação ao assunto. Ao mesmo tempo, defendeu agressivamente a Exxon em meio às investigações de vários procuradores-gerais do Estado, que alegavam que a companhia escondia pesquisas, enquanto ganhavam força políticas públicas opositoras criadas para frear o aquecimento global e a queima de combustíveis fósseis.

Tillerson apoiou um imposto sobre o carbono e pesquisas para avançar na captura da substância. Ele pode até tentar persuadir Trump a apoiar o acordo climático internacional estabelecido em Paris, mas provavelmente ressaltará a importância do uso de gás natural e formas de enterrar as emissões de carbono – medidas que não prejudicariam as indústrias de combustíveis fósseis.

Como ele protegerá os direitos humanos?

Um dos poucos pontos concretos que se conhece sobre ele é sua forma de lidar com os direitos dos homossexuais. Tillerson serviu como presidente nacional dos Escoteiros dos EUA de 2010 a 2011, quando a organização ainda proibia a presença de membros que fizessem parte do público LGBT. Com o seu cargo, pressionou o grupo a respeitar os direitos dos homossexuais. Em 2013, quando estava no conselho executivo, os escoteiros votaram para impedir a proibição de membros gays. Sob sua liderança, a Exxon tem adotado políticas explícitas de proteção aos funcionários que sofrem discriminação por sua opção sexual. / NYT