Delegados confirmam vitória de Trump

Delegados confirmam vitória de Trump

Durante a votação do colégio eleitoral, houve protesto dentro e fora contra o republicano e Hillary Clinton

Redação Internacional

19 Dezembro 2016 | 21h49

WASHINGTON – O colégio eleitoral dos EUA, que elege o presidente americano com base na votação nos Estados, ratificou nesta segunda-feira, 19, a vitória do republicano Donald Trump. O magnata conseguiu os 270 votos que precisava para formalmente confirmar sua vitória na votação popular do dia 8 de novembro. Com o Estado do Texas, Trump havia alcançou 304 votos e sua adversária democrata, Hillary Clinton, tinha 224. Faltava apenas o voto do Havaí.

Supporters of President-elect Donald Trump hold signs in the Senate gallery as Michigan's electors cast formal votes for the president and vice president of the United States in Lansing, Michigan, U.S., December 19, 2016. REUTERS/Rebecca Cook

Foto: Rebecca Cook/Reuters

Os delegados se reuniram nas sedes do Legislativo em seus respectivos Estados e do lado de fora de parte deles simpatizantes de Hillary protestavam contra Trump.

Dos 50 Estados, 29 são obrigados a seguir o resultado das urnas e 21 não punem os delegados que mudam o voto. Eles são chamados de “eleitores infiéis” – a última vez que um eleitor mudou o voto foi em 2004.

A reunião dentro do colégio eleitoral também foi tensa, já que um grupo de delegados alinhado a Hillary pressionou os colegas a não votarem segundo a escolha popular nos Estados nos quais Trump saiu vencedor. No entanto, ocorreu o oposto e muitos “eleitores infiéis” de Hillary deixaram de votar na democrata.

O sistema eleitoral americano não garante a vitória ao candidato com a maioria dos votos diretos, mas concede um total 538 delegados, divididos entre os 50 Estados e o Distrito de Columbia, com mais peso aos de maior população, como Califórnia e Texas.

Os delegados nunca se opuseram ao resultado das eleições e sempre confirmaram a vitória do candidato que conseguisse o mínimo de 270 delegados. Contudo, as suspeitas de que o governo russo interferiu de maneira direta nas eleições, filtrando e-mails do Partido Democrata, fizeram com que muitos pedissem aos membros do colégio eleitoral que mudassem seu voto. Apenas em cinco ocasiões, o candidato vencedor no voto popular não conseguiu o número de delegados suficiente no colégio eleitoral.

Este ano, Hillary obteve 3 milhões de votos populares a mais que Trump, que obteve a promessa de voto de 306 delegados do colégio eleitoral e precisaria perder o apoio de 37 deles para não assumir a presidência.

Em um raro movimento, quatro delegados do Estado de Washington decidiram romper a tradição. Em vez de votar para Hillary, a vencedora em seu Estado, anunciaram apoio ao ex-secretário de Estado republicano Colin Powell, que nem participou da disputa. Essa foi a primeira vez em quatro décadas que os eleitores do Estado rompem com o resultado do voto popular. Os outros oito delegados do Estado confirmaram o voto para Hillary.

Em Minnesota, um delegado rejeitou depositar seu voto para Hillary. Ele era um delegado que votou pelo candidato Bernie Sanders, que disputou as primárias democratas com Hillary no início do processo eleitoral. Ele acabou substituído por outro delegado ontem.

No Maine também houve “delegados infiéis” para Hillary. O delegado David Bright votou para Sanders e explicou mais tarde no Facebook que, de qualquer forma, seu voto não ajudaria Hillary a vencer.

No Texas, um dos maiores colégios eleitorais dos EUA, 4 dos 38 delegados tiveram de ser substituídos antes do início da votação. A porta-voz do Estado, Alicia Pierce, explicou que três deles foram desqualificados por terem empregos no governo federal. O quarto renunciou antes por manifestar preocupações sobre as qualificações de Trump para ser presidente dos EUA. / REUTERS, AP e EFE