Funcionários de empresas de tecnologia rejeitam ajudar Trump a vigiar muçulmanos

Em carta aberta, eles se recusam a construir uma base de dados baseada nos valores religiosos ou facilitar deportações em massa

Redação Internacional

13 Dezembro 2016 | 21h57

Mais de cem funcionários de empresas de tecnologia incluindo Google, Twitter e Salesforce se comprometeram nesta terça-feira a não ajudar o governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, a construir um registro para rastrear pessoas com base em suas religiões ou colaborar em deportações em massa.

Atraindo comparações com o Holocausto e a internação de nipo-americanos durante a 2ª Guerra, os funcionários assinaram uma carta aberta no neveragain.tech criticando ideias citadas por Trump durante a campanha. O protesto foi feito um dia antes de vários executivos de empresas de tecnologia se encontrarem com o magnata em Nova York.

“Escolhemos ser solidários aos americanos muçulmanos, imigrantes e pessoas cujas vidas e estilos de vida estão ameaçados pelas propostas de coleta de dados do futuro governo”, diz a carta, assinada por engenheiros, designers e executivos.

E continua: “Nos recusamos a construir uma base de dados baseada nos valores religiosos, que são protegidos pela constituição. Nos recusamos a facilitar deportações em massa de pessoas que o governo acredita serem indesejadas”.

A equipe de transição de Trump não respondeu a um pedido de comentário sobre a carta aberta. / REUTERS