Fundação de genro de Trump teria doado milhares de dólares para projetos de assentamentos judaicos

Fundação de genro de Trump teria doado milhares de dólares para projetos de assentamentos judaicos

Segundo jornal israelense, doações, de entre US$ 5 mil e US$ 10 mil, seriam para todos os tipos de iniciativas destinadas a projetos sociais e religiosos nas colônias judaicas

Redação Internacional

06 Dezembro 2016 | 10h32

JERUSALÉM – Uma fundação da família do genro do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner, doou dezenas de milhares de dólares para projetos nos assentamentos judaicos no território ocupado da Cisjordânia, informou nesta terça-feira, 6, o jornal Ha’aretz.

A chamada Fundação Kurshner entregou entre 2010 e 2014 doações de entre US$ 5 mil e US$ 10 mil para todos os tipos de iniciativas destinadas a projetos sociais e religiosos nas colônias judaicas, entre elas a de Bet O, cuja ideologia é uma das mais extremistas.

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Kurshner, de 35 anos e marido de Ivanka Trump, esteve envolvido na campanha do candidato republicano pelas redes sociais e outras plataformas digitais, e alguns veículos de imprensa lhe atribuem grande influência na estratégia política do futuro presidente.

Segundo o jornal, a família costuma contribuir com a publicação rabínica de Bet O, à qual só em 2013 doaram cerca de US$ 20 mil.

O representante da organização em Nova York é, além disso, um conhecido ativista pelos assentamentos: David Friedman, assessor de Trump para assuntos israelenses e que não ocultou seu interesse em ser o próximo embaixador americano em Israel.

A eleição do candidato republicano à Casa Branca em novembro despertou grande expectativa em grupos direitistas israelenses, que esperam uma mudança na política americana sobre com relação aos assentamentos após oito anos nos quais a gestão do atual presidente dos EUA, Barack Obama, foi particularmente crítica.

Embora não os considere “ilegais”, a política externa americana vê os assentamentos como um dos principais obstáculos à possibilidade de alcançar a solução de dois Estados para dois povos. / EFE