Trump escolhe general que serviu no governo Obama para comandar a segurança nacional

Trump escolhe general que serviu no governo Obama para comandar a segurança nacional

John Kelly, que está fora dos Estados Unidos, deve ser convidado na próxima semana pelo presidente eleito para comandar o departamento

Redação Internacional

07 Dezembro 2016 | 15h21

WASHINGTON – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu o general reformado John Kelly – cujo filho foi morto em combate no Afeganistão – para comandar a Departamento de Segurança Nacional, de acordo com fontes próximas à equipe de transição do republicano.

Kelly, de 66 anos, entrou em confronto com a administração Obama por suas opiniões sobre a segurança na fronteira com o país, a participação de mulheres no setor de defesa e os planos do atual presidente de fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba.

Trump e Kelly cumprimentam repórteres após encontro em campo de golfe do magnata, no fim de novembro (REUTERS/Mike Segar)

Trump e Kelly cumprimentam repórteres após encontro em campo de golfe do magnata, no fim de novembro (REUTERS/Mike Segar)

Com uma carreira de 40 anos, ele liderou o Comando Sul dos Estados Unidos – área no Caribe e nas Américas que engloba 32 países – e também esteve à frente de tropas americanas em intensos combates no Iraque. Em 2003, ele se tornou o primeiro coronel dos Marines a ser promovido a general enquanto atuava desde 1951.

A fonte que revelou a escolha afirmou, no entanto, que Trump ainda não ofereceu formalmente a vaga para Kelly porque o general está fora do país nesta semana. O presidente eleito planeja, no entanto, efetivar a indicação na próxima semana, quando também deve decidir os ocupantes das vagas ainda em aberto na área de segurança nacional, incluindo o titular do Departamento de Estado, que comandará a diplomacia americana a partir de 2017.

A experiência do militar na fronteira sul dos EUA teria sido um dos principais fatores para Trump optar por ele no comando da segurança nacional, adicionou a fonte. Assim como o presidente eleito, Kelly tem posições duras sobre o tráfico de drogas, terrorismo e outras ameaças nas divisas dos EUA que eles acreditam serem provenientes do México e de países da América Central e América do Sul.

A escolha de Kelly, no entanto, pode levantar preocupações quanto ao fato de o republicano estar se cercando de militares em seu gabinete. Trump também escolheu o general reformado James Mattis para ser secretário de Defesa e o general Michael Flynn como conselheiro de segurança nacional – e o general reformado David Petraeus está na lista dos nomes considerados para o Departamento de Estado. / NYT e WPOST