Trump fala com presidente de Taiwan após quase 40 anos de relações rompidas

Trump fala com presidente de Taiwan após quase 40 anos de relações rompidas

Especialistas em política externa afirmam que a chamada poderia alterar as relações entre os EUA e China, independentemente de como se deu essa aproximação

Redação Internacional

02 Dezembro 2016 | 21h17

WASHINGTON – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou nesta sexta-feira, 2, com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, a primeira conversa desse nível desde que Washington rompeu relações diplomáticas com Taipé, em 1979.

O diálogo foi confirmado pela equipe de transição de Trump por meio de um comunicado, no qual explicou que na conversa telefônica, a presidente felicitou o magnata pela vitória nas eleições. Segundo o comunicado, ambos “assinalaram os estreitos vínculos econômicos, políticos e de segurança que existem entre Taiwan e Estados Unidos”.

FILE - In this Oct. 10, 2016, file photo, Taiwan's President Tsai Ing-wen delivers a speech during National Day celebrations in front of the Presidential Building in Taipei, Taiwan. President-elect Donald Trump spoke Dec. 2, with the president of Taiwan, a self-governing island the U.S. broke diplomatic ties with in 1979. It is highly unusual, perhaps unprecedented, for a U.S. president or president-elect to speak directly with a Taiwanese leader and will be sure to anger China. Washington has pursued a so-called “one China” policy since 1979 when it shifted diplomatic recognition of China from the government in Taiwan to the communist government on the mainland. (AP Photo/Chiang Ying-ying, File)

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen. Foto: Chiang Ying-ying/AP

O ex-presidente democrata Jimmy Carter declarou formalmente Pequim como o único governo da China, em 1979. A declaração interrompeu as relações diplomáticas formais entre os dois países e Washington fechou sua embaixada, no ano seguinte, em Taipé.

A campanha de Trump não esclareceu quem teve a iniciativa para o contado, se a chamada partiu do multimilionário ou da presidente taiwanesa, que chegou ao poder em maio.

Os especialistas em política externa afirmam que a chamada poderia alterar as relações entre os EUA e China, independentemente de como se deu essa aproximação. China considera a ilha de Taiwan uma província “rebelde” e parte do território sob sua soberania. / EFE