Trump pede que Israel ‘aguente firme’ até sua posse

O presidente eleito dos Estados Unidos criticou o governo de Barack Obama por sua posição sobre Israel

Redação Internacional

28 Dezembro 2016 | 21h12

WASHINGTON – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta quarta-feira, 28, o governo de Barack Obama por sua posição sobre Israel, pouco antes de o secretário de Estado americano, John Kerry, fazer um discurso sobre a oposição internacional às construções israelenses de assentamentos nos territórios palestinos ocupados.

Imprensa criou diversas teorias para tentar entender e explicar a vitória de Donald Trump (REUTERS/Andrew Kelly/File Photo)

Foto: Andrew Kelly/Reuters

“Não podemos continuar a deixar que Israel seja tratado com total desprezo e desrespeito. Eles costumavam ser grandes amigos dos Estados Unidos”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

Em outra mensagem, Trump lembrou que o ano começou com o “horrível” acordo sobre o programa nuclear iraniano respaldado por várias potências, incluindo os Estados Unidos, ao qual o republicano sempre se opôs.

“Não mais. O começo do fim foi o horrível acordo com o Irã, e agora isso (ONU)! Continue forte, Israel, 20 de janeiro chega rápido”, acrescentou o republicano Trump, se referindo ao dia que ele assume a presidência no lugar do democrata Barack Obama.

A resolução no Conselho de Segurança foi aprovada com 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, uma decisão que foi adotada pelo governo Obama semanas antes do fim do seu mandato.

Quando surgiram informações de que se levaria ao Conselho de Segurança da ONU a resolução, que trata sobre os assentamentos israelenses, Trump pediu que os Estados Unidos exercessem seu direito a veto, como membro permanente, o que não ocorreu.

O republicano deu sinais de que sua política em relação ao Oriente Médio será muito distinta da de Obama, e de fato designou como futuro embaixador em Israel um advogado próximo da direita política do país, David Friedman.

O presidente eleito também disse que estava fazendo “todo o possível para ignorar as muitas declarações e obstáculos” de Obama, sem maiores detalhes. “Pensei que seria uma transição suave, mas não é”.

Apoio. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, agradeceu ao presidente eleito por seu “apoio incondicional” a Israel após a série de tuítes. “Presidente eleito Trump, obrigado por sua amizade e seu apoio incondicional a Israel!”, afirmou o premiê em uma mensagem postada em seu perfil no Facebook em resposta aos comentários de Trump. / REUTERS e EFE