Brasileiras organizam evento em solidariedade à Presidenta Dilma Rousseff

Fátima Lacerda

13 Março 2015 | 20h27

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Pela democracia, por essa mulher e por você” foi o mote escolhido para a manifestação que acontecerá no Portão de Brandemburgo, cartão-postal da cidade, às 14 hs horário local (10 hs no horário de Brasília).

Abaixo, a reprodução do texto exatamente como disponível site do Facebook:

Nós, brasileirxs que moramos fora do Brasil, não estamos fora da Luta. Por isso, tiraremos um tempo de nossos afazeres para nos posicionarmos contra qualquer tentativa de golpe facista, militar, elitista e/ou neoliberal. Lutamos pela Soberania da Democracia. Ditadura Nunca Mais. A Burguesia Brasileira Colonialista Escravocrata não está suportando o caminho da autonomia, que o Brasil começa a trilhar. Não está suportando ver gente comendo, indo à escola, tendo acesso à saúde, à moradia, à bens, ver o numero de afrodescendentes podendo ter a universidade como realidade. Temos muito que fazer? Claro!!!! Contradições? Muitas. Principalmente no que concerne a democracia ampla, geral e irrestrita. O genocídio da população Negra e Indígena é intenso. As demarcações das terras indígenas… precisam aumentar. Mas não será com golpe que vamos resolver. Não será com o fascismo, com as patas dos cavalos. Será com LUTA . Será com a Sociedade Civil Organizada. Você que está comprometida com a democracia, que deseja um Brasil de todxs; de respeito à diversidade, ideias, projetos e programas de visões progressistas e inclusivas, então venha!

Aécio Neves venceu em Berlim

Nas eleições de outubro passado, o candidato Aécio Neves (PSDB) saiu vencedor na contagem dos votos dos eleitores brasileiros somando ao todo 733 votos, 162 votos a mais do que a candidata do PT.

Link relacionados:

https://www.facebook.com/events/1581992182070019/

Atualizando no final da tarde, horário de Berlim:

Às 14 hs, horário local, o evento ainda não havia iniciado. Depois de quase uma hora de atraso, não mais de 10 participantes, levantavam cartolinas com escirta manual e em português, onde constava “Reforma Política”, “Nao ao Impeachment”. Misturados no miolo dos inúmeros turistas que  tentavam tirar a melhor foto, o melhor Selfie do cartão-postal da cidade e em termos de barulho, atropelados pela música de um grupo multicultural de dançarinos, esses sim, ganharam IBOPE e atrariam a atenção dos turistas que tentavam um clima mais leve sobre a temperatura de 1 grau positivo e céu nebuloso.

Ao ouvir gritos de “Não ao Impeachment“!” passantes ainda arriscavam um olhar para os dizeres das cartolinas, mas saim dali com o ponto de interrogação estampado pelo rosto. Mesmo que a passeata tivesse sido bem coordenada e organizada com o intúito de angariar atenção para o conteúdo (qualquer outra motivação atingiria o âmbito da puerilidade) no sentido de informar, instigar o debate e o questionamento do porque do não ao Impeachment e o porque do não ao Golpe.  A iniciativa é louvável, mesmo porque haja coragem para sair de casa de bicicleta nesse frio, carregando cartolinas e com a chance de se posicionar sobre o que acontece em seu país de origem. Entretanto, o escândalo da Petrobrás e todos os detalhes sórdidos da Operação Lava-Jato e as reivindicações para uma reforma política sem golpe e para que a Petrobrás não seja privatizada, estão muito mais do que geograficamente distantes de Berlim. Não por alienação ou por querer fazer vista grossa, mas porque a realidade com a qual somos diretamente confrotados é simplesmente outra, inclue outros pepinos, outras prioridades. 

A picuinha entre Atenas e Berlim, o veredito divulgado ontem (13) que professoras turcas não são mais proibidas de usarem o véu islamico nas salas de aula e por consequência disso, o questinamento se o Islã pertence à Alemanha e caso sim, o quanto de percentual. Até mesmo o noticiário sobre se Berlim ou Hamburgo será sede das Olimpíadas em 2024. O veredito do COI alemão sai na próxima semana. Segundo a pesquisa divulgada na noite de sexta-feira (13) pelo programa “Barômetro Político” da rede pública de TV, ZDF, a maioria dos alemães favoriza os Jogos Olímpicos sediados paralelamente nas duas cidades.

A passeata de hoje foi, decerto, um ato louvável  e que trouxe satisfação de âmbito pessoal para quem compareceu. Entretanto, o alcanço político é inexistente.