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Atirador anti-Trump deve ser chamado de terrorista

gustavochacra

14 Junho 2017 | 18h21

James T. Hodgkinson, de 66 anos, que alvejou deputados republicanos que treinavam baseball na Virginia tem de ser classificado como terrorista. Não há outra designação. Houve motivação política para o ataque. Ele era claramente anti-Trump e anti-republicanos e seus alvos foram justamente republicanos. Não há justificativa para uma atrocidade destas. Ainda bem que não houve vítima fatal.

Algumas pessoas passam a chamar de terrorista apenas se o responsável pelo ataque for muçulmano. Não funciona assim. É terrorismo se teve motivação ideológica. Semanas atrás, no Oregon, um terrorista islamofóbico matou dois homens que tentavam proteger duas mulheres muçulmanas de suas agressões. Desta vez, o terrorista tentou matar republicanos por não concordar com as suas posições políticas. Terrorismo e terrorismo.

Pode-se criticar Trump, Hillary, os republicanos, os democratas. Mas jamais partir para a agressão física. Isto é selvageria. E não venham com argumentos de que Trump provocou e muito menos de que o terrorista tem problemas mentais. Há aquela história de que, se for muçulmano é terrorista; se for hispânico, é traficante; se for negro, é bandido; se for branco, tem problemas. Na verdade, se for terrorista é terrorista e não interessa a cor, origem ou religião. Este é o caso do terrorista Hodgkinson.