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Dos 5 maiores países do mundo, apenas o Brasil estará na Copa

gustavochacra

12 Outubro 2017 | 17h26

Apenas o Brasil, dos cinco maiores países do mundo, se classificou para a Copa do Mundo. E nós brasileiros estamos em quinto lugar no ranking de população. China, Índia, EUA e Indonésia ficaram de fora. Dos dez maiores, Rússia, país sede, Nigéria e Japão também se classificaram. Mas Paquistão e Bangladesh foram eliminados. Se formos para os 20 maiores, coloquem na lista de classificados o México, Alemanha, Egito e Irã. Mas estão fora as Filipinas, Tailândia, Turquia, Vietnã, Congo e Etiópia.

Mas o que interessa é a ausência dos três maiores. A China tenta desenvolver seu futebol, mas ainda tem uma seleção muito fraca, incapaz de conseguir sequer empatar com a Síria, em guerra, jogando em casa. Os indianos, por sua vez, gostam de críquete e não dão bola, literalmente, para o futebol. Os que gostam assistem Premier League. Sobram os americanos. E eu acho uma pena os Estados Unidos terem ficado fora da Copa do Mundo. É uma derrota não apenas dos americanos, mas também do soccer, como o esporte é conhecido aqui. Sou um dos que ao longo dos anos apostou no avanço da seleção americana. Na minha visão, era questão de tempo para chegar a uma semifinal ou mesmo serem campeões. Ainda não descarto esta possibilidade no futuro, apesar do gigantesco revés.

Os americanos fizeram tudo direito. Organizaram uma liga transparente. Investiram na revelação de jogadores. Contrataram bons técnicos. Mais importante, em um esporte contaminado por enorme corrupção, foram atrás de bandidos na FIFA e em outras entidades futebolísticas. A Justiça dos EUA fez mais para limpar o futebol do que a de todo o resto do mundo somada.

O processo para os EUA desenvolverem o futebol começou na Copa de 1990, com a classificação para a Copa. Depois, em 1994, fizeram uma boa campanha e foram eliminados pelo Brasil nas oitavas de final em um gol milagroso de Bebeto. Em 1998, ficaram em último na chave, mas valeu pelo jogo da suposta paz contra o Irã, quando os americanos foram derrotados. Em 2002, eliminaram Portugal na fase de grupos. Nas oitavas, derrotaram o México. Somente foram eliminados pela Alemanha por 1 a 0 nas quartas. Parecia que o sonho americano se aproximava. Mas houve outro fracasso em 2006, quando não se classificaram para as oitavas.


A Copa de 2010 foi um sucesso para os EUA. Terminaram em primeiro na chave à frente da Inglaterra, Argélia e Eslovênia. Até apostei na época que poderiam ser campeões. Mas perderam para Gana. Na Copa seguinte, no Brasil, em 2014, ficaram em segundo lugar do grupo liderado pela Alemanha, deixando de foram Portugal e Gana. Mas, mais uma vez, foram eliminados nas oitavas. Desta vez, pela Bélgica.

Nestas eliminatórias, porém, a seleção americana foi um fracasso. Não dá para explicar bem. Tudo foi feito como antes. A geração não é melhor nem pior do que as anteriores. Mas foi insuficiente para superar Panamá e Honduras na tabela de classificação. Ficar atrás do México e da Costa Rica seria natural. Não sei explicar. Ou, na verdade, tem sim. Por algum motivo, gênios do futebol seguem nascendo no território argentino e brasileiro. E seres sobrenaturais como Messi resolvem tudo, mesmo sem organização alguma em seu país natal.

Triste para o futebol nos EUA, que aos poucos superava o hóquei como quarto esporte dos EUA, atrás do futebol americano, baseball e basquete. Em algumas cidades, como Portland, já é o primeiro. Todos os grandes campeonatos europeus passam na TV aqui. A audiência dos jogos da seleção americana na Copa equivale às finais do baseball e do basquete.