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Oposição armada da Síria viola direitos humanos, diz Human Rughts Watch

gustavochacra

20 Março 2012 | 13h34

no twitter @gugachacra

O Human Rights Watch acusou os grupos opositores sírios de tortura e assassinato com viés sectário, no que pode ser classificado como “violação aos direitos humanos”. A entidade já havia afirmado diversas vezes que o regime de Bashar al Assad comete crimes contra a humanidade.

“As táticas brutais do governo sírio não podem justificar abusos de grupos armados da oposição. Líderes opositores devem deixar claro aos seus seguidores que eles não devem torturar, seqüestrar ou executar pessoas em nenhuma circunstância”, disse Sarah Leah Whitson, diretora do Human Rights Watch. O relatório completo está aqui

Parte das ações da oposição, majoritariamente sunita, teria viés sectário contra cristãos e alauítas, que são normalmente associados ao regime de Assad.

Há meses venho falando aqui que a Síria ruma para uma guerra civil. De um lado, está o regime, que pode ser descrito como uma das máquinas mais repressoras da história recente do Oriente Médio. De outro, além de opositores pacíficos genuinamente pró-democracia, há milícias armadas mafiosas com o apoio de nações do Golfo Pérsico.

Basicamente, a Síria é como o filme O Poderoso Chefão. Se cair a família Assad, que não é muito diferente dos Corleone (explicarei em outro post), entrarão outras no lugar para assumir o poder, depois de meses ou mesmo anos para “eliminar o sangue ruim”, como diria o capo Clemenza.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios