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Por que a Charlie Hebdo atacou Aylan, o refugiado de 3 anos que morreu na praia?

gustavochacra

14 janeiro 2016 | 18:12

Nojenta, grotesca e repugnante a charge publicada pela Charlie Hebdo, da França, indicando que Aylan Kurdi, o menino refugiado sírio de 3 anos que morreu em uma praia com seus sapatinhos, seria um agressor sexual de mulheres quando se tornasse adulto. É de uma falta de respeito tamanha que não dá para acreditar. Não respeitam sequer uma criança morta fugindo de uma guerra. Para que publicar uma charge destas?

Aylan não tem nada a ver com os terroristas imbecis que mataram membros da Charlie Hebdo. Aylan não tem nada a ver com os criminosos que violentaram mulheres na estação de trem em Colônia na Alemanha. Aylan era apenas uma criança que nasceu na Síria em tempos de guerra. Era de origem curda, inclusive. E os curdos, majoritariamente muçulmanos, são os que mais lutam contra o ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh.

Aylan poderia ter sido médico, professor, garçom, pedreiro, advogado, jornalista, fotografo e até chargista. Por que não? Nunca saberemos porque ele morreu aos 3 anos de idade. E uns covardes vêm tirar sarro da cara dele. Por que estes covardes não falaram dos verdadeiros criminosos de Colônia? Eles conseguiram destruir todo o sentimento genuíno de unidade do #jesuischarlie contra o terrorismo  ao atacar Aylan

Guga Chacra, blogueiro de política internacional do Estadão e comentarista do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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