As informações e opinões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Uma análise sobre o atentado terrorista do ISIS em Londres

gustavochacra

04 Junho 2017 | 12h44

O atentado terrorista que matou 7 pessoas ontem em Londres utilizou métodos menos sofisticados se comparado ao de Manchester. As vítimas desta vez foram atropeladas e esfaqueadas em vez de serem alvos de uma bomba. O ataque, portanto, se encaixa dentro dos inspirados pelo ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh, sem necessariamente ter sido organizado pela organização terrorista como o do show de Ariana Grande duas semanas atrás.

Ao mesmo tempo, chama a atenção o envolvimento de mais de uma pessoa no atentado, diferentemente de Berlim no Natal ou na ponte de Westminster também em Londres em março. Nestas ocasiões, o terrorista foi um ator solitário inspirado pelo ISIS. E falo inspirado porque o ISIS incentiva os seus seguidores a atropelarem e esfaquearem pessoas.

No ataque de ontem, esta célula se comunicou de alguma forma. Houve preparo. Muitas vezes, os serviços de inteligência conseguem impedir estes atentados – só nos últimos anos, foram impedidos 18 em Londres.

Em Manchester, o cenário foi bem mais grave. Uma bomba usada por um suicida exige tecnologia e preparo maior. O terrorista, na ocasião, aparentemente teve contato com uma brigada do ISIS na Líbia que havia lutado ao lado do grupo na Síria. De uma certa forma, foi um ataque nos moldes da Al Qaeda na década passada.

O ISIS, como sabemos, não para de apanhar das forças iraquianas no Iraque, apoiadas pelos EUA e pela Síria. Na Síria, também vem sofrendo derrotas tanto de milicianos curdos apoiados pelos EUA, como também do regime de Bashar al Assad e do Hezbollah, apoiados pela Rússia e pelo Irã, e de milícias rebeldes apoiadas pela Turquia.

Guga Chacra, blogueiro de política internacional do Estadão e comentarista do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

Comentários na minha página no Facebook. Peço que evitem comentários islamofóbicos, antissemitas, anticristãos e antiárabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores. Também evitem ataques entre leitores ou contra o blogueiro.  Não postem vídeos ou textos de terceiros. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a minha opinião e não tenho condições de monitorar todos os comentários
Acompanhe também meus comentários no Globo News Em Pauta, no Twitter @gugachacra , no Facebook Guga Chacra (me adicionem como seguidor) e no Instagram