Documentos sigilosos revelam descaso do Brasil ao ser cobrado por assassinatos

Jamil Chade

04 Junho 2017 | 06h30

Nesta semana, publiquei como relatores da ONU cobraram do governo brasileiro uma resposta sobre quase 30 assassinatos de líderes indígenas, defensores de direitos humanos e ativistas.

Vivendo uma epidemia de violência, o Brasil surpreende os organismos internacionais não apenas com o elevado número de crimes contra essas pessoas. Mas também diante da falta de uma resposta e o descaso até mesmo em manter uma comunicação com os relatores da ONU.

Dos 30 casos citados pela ONU apenas em 2016, o governo brasileiro prestou esclarecimento sobre apenas cinco deles. Ainda assim, não deu qualquer informação sobre as investigações e admitiu que, em quatro deles, não sabia que as pessoas estavam sendo ameaçadas.

Sobre o restante dos casos, prometeu em fevereiro que daria uma resposta, o que a secretaria da ONU aponta que não foi feito.

Consultado pela reportagem na semana passada sobre o assunto, o Itamaraty até agora não prestou esclarecimentos.

Nesta semana, em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos da ONU retoma seus trabalhos. Mas não adianta usar a tribuna para fazer discursos com promessas vazias se, nos bastidores, a relação é de descaso.

Leia aqui os documentos confidenciais enviados pelos relatores da ONU ao Brasil e a resposta do governo

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