O jogo de Raúl Castro

Lourival Sant’Anna

04 Dezembro 2016 | 13h18

“Estão detidos por ordem da segurança militar.” O guarda parece saborear o peso de suas palavras, enquanto seu colega o espera dentro do veículo da empresa de segurança particular do Porto de Mariel, que bloqueia a passagem do nosso carro, à saída de uma obra da empresa mexicana Devox, de logística e eletrônica. “Aqui é uma zona militar, não se pode tirar fotos. Têm de esperar até que chegue a viatura das FAR”, diz ele, referindo-se às todo-poderosas Forças Armadas Revolucionárias cubanas.  Essa é a Cuba de Raúl Castro. Desde que substituiu oficialmente Fidel Castro, em 2008, Raúl  tem deslocado os negócios mais lucrativos da ilha – a Zona Especial de Desenvolvimento (ZED) de Mariel, o turismo, bancos, minérios, açúcar etc. – das mãos de corporações dirigidas por pessoas leais a seu irmão para os militares.

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