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De Olho No Mundo, edição de 21 de março

Lúcia Guimarães

20 Março 2015 | 20h03

Ouça o De Olho No Mundo ao vivo no sábado às 19h, domingo às 20 h, 92,9 FM, ou online aqui.

No programa De Olho No Mundo da Rádio Estadão deste sábado, Roxane Ré, Andrei Netto,  Jamil Chade e Lúcia Guimarães debatem a semana marcada pelo terrorismo do Estado Islâmico, o aniversário da anexação da Crimeia, o enriquecimento da FIFA à custa do Brasil na Copa e a eleição em Israel, que deve marcar uma mudança histórica de posição americana na ONU.

Dois atentados demonstraram a ousadia e os planos de expansão do Estado Islâmico, que embora continue enfrentando ofensivas militares nas areas que controla na Síria e no Iraque, começou a agir na Líbia, assumiu o atentado no Museu do Bardo em Túnis e o ataque suicida às mesquitas no Iêmen.

A reeleição de Benjamin Netanyahu e sua virada para a direita no final da campanha provocaram consternação entre segmentos da população israelense e um endurecimento da posição americana. O Governo Obama, pode, pela primeira vez em décadas, aceitar uma iniciativa na ONU que reconheça o direito dos palestinos a um estado e trate da questão da continuação da construção de casas para colonos israelenses nos territórios ocupados. Nós discutimos também o crescimento do antissemitismo na Europa, em parte associado a políticas do governo Netanyahu, e que é tema de uma reportagem de capa do número da revista Atlantic de abril.

Capa da revista Atlantic de abril

Capa da revista Atlantic de abril

O correspondente Andrei Neto conta que está acompanhando o Salão do Livro em Paris que, pela segunda vez em sua história, homenageia o Brasil.
Jamil Chade, em Genebra, perguntou à FIFA o que acha dos estádios deficitários diante do lucro extraordinário que a organização teve com a Copa.

E encerramos com uma dica musical. Acaba de sair nos Estados Unidos um cd com arranjos inéditos do maestro Gil Evans, colaborador de Miles Davis e morto na década de 80. Aqui um trecho de Time of The Barracudas, parte da trilha sonora que Miles Davis compôs para a peça homônima do dramaturgo inglês Peter Barnes.