Chelsea Manning é proibida de entrar no Canadá
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Chelsea Manning é proibida de entrar no Canadá

De acordo com o documento emitido por um agente da fronteira, Manning é 'inadmissível em razão de delitos graves cometidos fora do Canadá', incluindo o de 'traição'

Redação Internacional

25 Setembro 2017 | 15h45

MONTREAL – A ex-analista dos serviços de inteligência americanos por trás do escândalo do WikiLeaks Chelsea Manning informou nesta segunda-feira, 25, que foi proibida de entrar no Canadá em razão da condenação que recebeu nos EUA.

Chelsea em ensaio fotográfio para o New York Times. Foto: Inez and Vinoodh/ The New York Times


“Então, vocês imaginam que o Canadá me vetou permanentemente?”, escreveu Manning no Twitter, juntamente com a imagem de um documento das autoridades canadenses que nega sua entrada para uma visita temporária em razão de sua condenação nos Estados Unidos.

De acordo com o documento emitido por um agente da fronteira, Manning é “inadmissível em razão de delitos graves cometidos fora do Canadá”, incluindo o de “traição”, que, se cometido no Canadá, teria lhe valido “uma pena máxima de 14 anos de prisão”.

Cometer um crime fora desse país com uma pena de pelo menos 10 anos de prisão no Canadá é motivo suficiente para negar a entrada de uma pessoa, de acordo com o texto.

Em uma entrevista coletiva, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, recusou-se a comentar um “caso específico” e disse que esperava “mais informações sobre a situação”.

Em 2010, quando era um soldado chamado Bradley, Manning vazou para o WikiLeaks mais de 700 mil documentos confidenciais relacionados às guerras no Iraque e no Afeganistão, incluindo cerca de 250 mil e-mails diplomáticos que comprometeram os Estados Unidos em todo o mundo.

Sentenciado por um tribunal militar a 35 anos de prisão pelo gigantesco vazamento de dados confidenciais, foi libertada depois de sete anos graças a um perdão concedido pelo então presidente Barack Obama.

Manning iniciou na prisão o tratamento hormonal para se tornar uma mulher após uma longa batalha legal. / AFP

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