Pela primeira vez, mulher conclui curso de oficial dos Marines americanos
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Pela primeira vez, mulher conclui curso de oficial dos Marines americanos

Infantaria da Marinha é vista como o ramo militar menos aberto à aceitação de mulheres em funções de combate

Redação Internacional

25 Setembro 2017 | 20h55

WASHINGTON – Uma mulher membro do corpo de fuzileiros navais da Marinha dos Estados Unidos, conhecido como ‘Marines’, se tornou, nesta segunda-feira, 25, a primeira a completar o rigoroso curso de treinamento para ser oficial desse corpo.

Muitas mulheres servem na infantaria da Marinha e em outros ramos das Forças Armadas americanas, mas essa mulher, que não foi identificada publicamente a pedido dela mesma, é a primeira a concluir o curso de 13 semanas para se tornar oficial de infantaria.

Militar da infantaria da Marinha não identificada participa de treinamento na Califórnia. Foto: US marine Corps/AFP

“Estou orgulhoso dessa oficial e de todos da sua turma”, disse o comandante-geral da infantaria da Marinha em um comunicado, Robert Neller.


“Os infantes da Marinha esperam e merecem líderes competentes e capazes, e esses graduados cumpriram cada um dos requerimentos do treinamento ao se prepararem para seu próximo desafio: dirigir os infantes da Marinha, finalmente, em combate”, acrescentou Neller.

Como oficial de infantaria, a mulher, uma tenente, será encarregada de liderar uma unidade de cerca de 40 membros.

Um total de 131 pessoas começaram o curso de treinamento para ser oficial de infantaria da Marinha, e 88 se formaram nesta segunda-feira em Quantico, Virgínia.

O ex-presidente Barack Obama abriu todos os postos militares a mulheres em março de 2016, meses antes do fim do seu mandato.

A infantaria da Marinha é vista, no entanto, como o ramo militar menos aberto à aceitação de mulheres em funções de combate.

No início do ano, o corpo foi sacudido pela revelação de um grupo secreto do Facebook chamado Marines United, no qual eram publicadas fotos de mulheres membros da infantaria da Marinha nuas sem o seu consentimento.

Em 2015, duas mulheres se tornaram as primeiras a se formar na escola de elite dos Rangers do exército americano. / AFP