Chernobyl, 25 anos depois

No dia 26 de abril de 1986, a usina de Chernobyl, na então União Soviética, mostrou ao mundo o poder de destruição da energia nuclear da forma mais trágica possível. Originalmente chamada de Vladimir Lenin, a usina localizada na atual Ucrânia, foi palco do que é considerado o pior acidente nuclear da história. A consequência do desastre foi mantida em segredo por mais de 20 anos. A radioatividade se expandiu como uma nuvem, chegando à outras áreas da União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e o Reino Unido. A explosão no reator 4, que espalhou partículas radioativas a mil metros de altura, foi considerada cem vezes mais potente que as bombas lançadas sob Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Bombeiros, jornalistas, técnicos e operários foram expostos à radioatividade sem proteção ou informação sobre as consequências. Pessoas que tiveram contato indireto com a radiação morreram ao longo dos anos e, oficialmente, somente na Ucrânia, 2,3 milhões de habitantes sofreram com as consequências do desastre.

Estadão

26 Abril 2011 | 00h00

Placa para alertar sobre a radiação al redor dos 30km da usina de Chernobyl. Ucrânia, 28/03/2006. Foto: Damir Sagolj/Reuters

Primeira foto tirada da usina de Chernobyl horas após a explosão. O fotógrafo, Anatoliy Rasskazov, relatou que qualidade da foto foi afetada após o contato do filme com as partículas radioativas do ar e falhas na máquina. 26/04/1986. Foto: Anatoliy Rasskazov/AP

Helicóptero joga concreto para sela o reator 4 da usina. 1986. Foto: Vladimir Repik/Reuters

Fotos e máscara de gás em jardim de infância na cidade de Pripyat, na Ucrânia. 13/04/2006. Foto: Gleb Garanich/Reuters

Memorial dedicado aos bombeiros que combateram os incêndios nos reatores em Chernobyl. Ucrânia, 26/04/2010. Foto: Konstantin Chernichkin/Reuters

Helicópteros e caminhões que foram utilizados para combater a explosão da usina continuam contaminados. Rossoha, 21/04/2001. Foto: Arquivo/Reuters

Trabalhadores comemoram o fim do primeiro estágio da selagem do reator 4 de Chernobyl. Novembro de 1986. Foto: Arquivo/Reuters

Mulheres dos bombeiros que combateram os incêndios em Chernobyl mostram as fotos dos maridos, vítimas da radiação, em Kiev. Ucrânia, 14/12/2007. Foto: Konstantin Chernichkin/Reuters

Imagem aérea do reator 4 de Chernobyl. Maio de 1986. Foto: Arquivo/Reuters

Irina Grigorovna é moradora ilegal da linha de exclusão ao redor de Chernobyl. 02/04/2006. Foto: Damir Sagolj/Reuters

Máscara de gás para crianças e uma boneca são vistas em jardim de infância abandonado na cidade de Pryppiat. 04/04/2011. Foto: Gleb Garanich/Reuters

Potro afetado pela radiação. Chernobyl, 25/04/1990. Foto: Reprodução

Centro de controle do reator 4, na usina. 24/02/2011. Foto: Gleb Garanich/Reuters

Combo de fotos tiradas em 1982 e 2011, em Prypiat. Foto: Vladimir Repik e Gleb Garanich/Reuters

Makar Krosovski visita sua casa abandonada pouco tempo depois da explosão de Chernobyl. 21/02/2011. Foto: Vasily Fedosenko/Reuters

Paciente com câncer em tratamento especial no hospital Donetsk. 05/04/2006. Foto: Alexander Khudotioply/Reuters

Em 1996, inspetores voltam a Chernobyl para verificar o nível de radiação. Março de 1996. Foto: Arquivo/Reuters

Usina de Chernobyl. 10/11/2000. Foto: Efrem Lukatsky/AP

Policial ucraniano descontamina ônibus para levar trabalhadores para selagem do reator 4, em Chernobyl. 1986. Foto: Vladimir Repik/Reuters

Cidade abandonada de Prypiat em 1992 e março de 2011. Foto: Vladimir Repik e Gleb Garanich/Reuters

Área ainda contaminada pela radiação do reator 4. 15/04/2011. Foto: Gleb Garanich/Reuters

Prypiat, 1992 e março de 2011. Foto: Vladimir Repik e Gleb Garanich/Reuters

Moradora de Kapachy, Anastasiya Chekalovets, 86, mostra a lápide de seu marido que faleceu com a radiação. 15/04/2011. Foto: Gleb Garanich/Reuters

Dois dias após a explosão do reator 4, em Chernobyl. 28/04/1986. Foto: Arquivo/AP

Ekaterina Kozel chora com vilarejo Tulgovichi praticamente abandonado. 22/03/2011. Foto: Sergei Grits/AP

Engenheiros inspecionam o único reator que ainda funcionava em 1999. Foto: Efrem Lukarsky/AP

Helicóptero espalha produto para tentar descontaminar a área afetada pela explosão do reator 4 de Chernobyl. 13/06/1986. Foto: Itar-Tass/Reuters

Yulia Kostina, 9, sofria de câncer na tireoide, causado pela radiação 14 anos depois do desastre de Chernobyl. Kiev, 30/11/2000. Foto: Efrem Lukatsky/AP

Fumaça ainda é emitida do reator 4, em Chernobyl. 27/04/1986. Foto: Vladimir Repik/Reuters

Jardim de Infância em Prypiat. 31/03/2006. Foto: Damir Sagolj/Reuters

Monumento de comemoração da Segunda Guerra Mundial, em Prypiat. 24/02/2011. Foto: Alexander Zemlianichenko/AP

Cemitério do vilarejo de Kapachy, na zona de 30km ao redor de Chernobyl. 15/04/2011. Foto: Gleb Garanich/Reuters

Hospital abandonado de Prypiat. 31/03/2006. Foto: Damir Sagolj/Reuters

Fotos dos bombeiros que detiveram o fogo no reator 4. 03/04/2006. Foto: Damir Sagolj/Reuters

Vika Chervinska, 8, mostra a foto com sua irmã antes de descobrir câncer de tireoide, em Kiev. Foto: Damir Sagolj/Reuters

Parque de diversões abandonado em Prypiat. 31/03/2006. Foto: Damir Sagolj/Reuters

Chernobyl. 15/04/2011. Foto: Gleb Garanich/Reuters