A dama contra Fidel
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A dama contra Fidel

Paula Carvalho

19 Março 2010 | 07h00

Foto: Desmond Boylan/Reuters

Foto: Desmond Boylan/Reuters

Laura Pollán, líder das Damas de Branco, grupo de mães e mulheres de presos políticos cubanos, consolidou-se esta semana como uma das principais figuras de oposição ao regime de Fidel e Raúl Castro. Encabeçado por esta senhora de pele clara e cabelos loiros, o movimento de dissidentes tem realizado diariamente protestos para marcar a primavera negra, ofensiva lançada pelo governo em 18 de março de 2003, que resultou na prisão e condenação de 75 opositores cubanos.

Casada com Héctor Maseda, preso em 19 de março de 2003 e condenado a 20 anos por “atentar contra a independência e a integridade territorial do Estado” cubano, Laura é professora de espanhol, mas abandonou a profissão depois que seu marido foi detido.

“Héctor está condenado injustamente porque em nenhuma parte do mundo se consideraria um delito pensar diferente de um regime governamental”, afirma Laura no site das Damas de Branco.

Apesar da repressão às manifestações que o grupo vem realizando, Laura garante que não se calará. “Não vamos deixar de marchar”, disse ela à agência de notícias France Press. “Aconteça o que acontecer, continuaremos.”

Em sua casa, onde funciona uma espécie de quartel-general das Damas de Branco, Laura nunca está sozinha. Ela conta com a companhia dos gatos Blacky e Ricky, além de receber visitas de parentes e outros integrantes do movimento dissidente. “Tenho uma casa ampla que tem espaço para receber as mulheres que chegam do interior com informações dos homens que estão detidos fora de Havana.”