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A imigração ilegal africana para países europeus

Redação Internacional

13 Outubro 2013 | 08h00

Por Fernanda Simas

Em menos de 10 dias, a Itália esteve nos noticiários pelos acidentes com embarcações que transportavam imigrantes ilegais africanos.

No dia 3 de outubro, um naufrágio na ilha italiana de Lampedusa deixou ao menos 339 mortos – cerca de 500 imigrantes vindos da Eritreia e da Somália tentavam chegar à Itália. Oito dias depois, uma embarcação com 250 imigrantes africanos virou na mesma região e 50 pessoas morreram.

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Os acidentes aumentaram o debate acerca da legislação italiana, que criminaliza a imigração ilegal, e sobre a postura da União Europeia diante do problema. Pelas regras do bloco, os imigrantes que chegam em determinado país só podem pedir asilo no mesmo local e não migrar para outros países europeus – o que sobrecarrega as regiões fronteiriças como Espanha e Itália.

Mas o que leva os africanos a procurarem os países europeus? O doutor em História das Relações Internacionais e integrante do Grupo de Estudos da África, vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Pio Penna Filho, explica que a principal razão é geográfica.

“A imigração ilegal para a Europa se intensificou no fim dos anos 1990, com a situação de crise na África. E ir para a Europa é o caminho mais fácil porque a rota é feita pelo Mediterrâneo, uma rota mais curta do que ter que atravessar o Atlântico, por exemplo”, explica Penna.

Além disso, outro fator lembrado pelo professor é o passado colonial envolvendo a Europa e a África. “A África foi alvo da ação colonial europeia, diversas regiões de lá foram colônias de países europeus. A Somália, por exemplo, fio colônia italiana.”