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A questão nuclear em filmes

Redação Internacional

02 Fevereiro 2014 | 06h01

O clássico de Stanley Kubrick Dr. Fantástico entrou em cartaz no Brasil em fevereiro de 1965, durante o governo do marechal Castello Branco, mais de um ano depois da estréia nos EUA. Em um artigo de meia página no Estadão, o crítico de cinema Francisco Luis de Almeida Salles – colaborador do jornal e um dos fundadores da Cinemateca de São Paulo – elogiou a nova produção de Kubrick, comparando-a a outros clássicos das artes que retrataram a insanidade da guerra (leia o artigo na página do Acervo). “Este filme de Kubrick alivia o pesadelo do mundo, pois, denunciando o perigo como outros já fizeram, ilustra-o de maneira mais incrível, a da loucura de um só homem podendo causar o fim da História”.

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Assista ao trailer de Dr. Fantástico (1964):
Um general americano acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética para se livrar dos “vermelhos”. Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial. 

 

Assim como o filme Dr. Fantástico, outros retrataram situações envolvendo uma possível guerra nuclear. Assista:

– Fail-Safe (1964):
Uma falha técnica nos aviões norte-americanos passam uma ordem aos pilotos para que bombardeiem Moscou. Os soldados não podem voltar atrás, uma vez que o “limite de segurança” foi acionado. Então o presidente dos EUA (Henry Fonda) procura os meios necessários para impedir tal ato, o que pode ser uma tarefa impossível.

– O dia seguinte (1983):
Década de 80. Em Lawrence, uma pequena cidade próxima a Kansas City, Russell Oakes (Jason Robards) está ocupado com seus afazeres como chefe de cirurgia do hospital local e a família Dahlberg cuida dos preparativos para o casamento da filha mais velha. Paralelamente o exército russo invade Berlim Oriental, o que cria uma crise entre a União Soviética e os Estados Unidos. Logo ambos os lados enviam seus mísseis nucleares, na intenção de vencer a guerra. Nos Estados Unidos um dos alvos é Kansas City, onde estão armazenados dezenas de mísseis nucleares. 

– Herança nuclear (1983):
Uma bomba nuclear arrasa os Estados Unidos e mata um monte de gente. No entanto, Carol Wetherly (Jane Alexander) está viva e tem que juntar forças para criar os filhos em meio ao caos que uma guerra nuclear pode provocar. Seu marido está em uma viagem de negócios, e enquanto isso ela se dedica às crianças no subúrbio de São Francisco, lutando sozinha para manter a família unida. Só que Carol começa a ver de perto os terríveis efeitos que a radiação provoca nos seus filhos.

– Caçada ao outubro vermelho (1984):
O ano é 1984. O alto comando soviético acredita na possibilidade de deserção quando o capitão Markus Ramius (Sean Connery), o comandante do Outubro Vermelho, o mais moderno submarino russo, desobedece ordens superiores e navega em direção à América. Diante deste quadro outros submarinos soviéticos recebem ordem de afundar o Outubro Vermelho e os americanos decidem fazer o mesmo, pois temem um ataque contra seu território. Até que Jack Ryan (Alec Baldwin), um agente da CIA que admira Markus Ramius, tenta impedir que soviéticos e americanos dêem prosseguimento a este ataque.

– Catástrofe nuclear (1984):
A União Soviética avança sobre o Irã para transformá-lo em um país soviético. Os EUA, o Reino Unido e outros membros da OTAN condenam o ato de agressão e ações militares começam a acontecer. A União Soviética então faz um ataque nuclear Inglaterra sem aviso destruindo parte do país. O pior vem depois: o caos, a falta de água, comida, eletricidade são os maiores desafios dos sobreviventes.

– Terra tranquila (1985):
O cientista Zac Hobson (Bruno Lawrence) acorda uma manhã e descobre que está só no mundo. Em meio ao silêncio, entre a euforia e o desespero, ele tenta encontrar mais alguém e desvendar o que aconteceu. Anteriormente envolvido em um projeto de pesquisa governamental, ele começa a questionar-se sobre sua responsabilidade no sumiço generalizado.

– Treze dias que abalaram o mundo (2000):
Em outubro de 1962 um avião U-2, que fazia vigilância de rotina, tira fotos fotográficas que revelam que a União Soviética está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de armas nucleares em Cuba. Estas armas terão a capacidade de destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados Unidos quando ficarem operacionais. O presidente John F. Kennedy (Bruce Greenwood) e seus assessores têm de pôr um plano de ação contra os soviéticos. Kennedy está determinado em mostrar que ele é forte o bastante para resistir a ameaça e o Pentágono aconselha o exército dos Estados Unidos a contra-golpear, o que poderia levar a uma outra invasão norte-americana em Cuba. Entretanto, Kennedy está receoso em levar a cabo esta operação, pois uma invasão norte-americana poderia fazer com que os soviéticos partissem para a retaliação na Europa. Por treze dias o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo reunido no salão oval na Casa Branca, pois a possibilidade de uma guerra nuclear era real e navios soviéticos rumavam para Cuba levando o material que faltava para terminar a plataforma de lançamento, que estava sendo construída em ritmo acelerado. Com a situação cada vez mais tensa, qualquer ato impensado poderia provocar um conflito armado de conseqüências atras.

– A soma de todos os medos (2002):
Após encontrarem uma velha bomba nuclear israelense, um grupo de neo-nazistas europeus pretende usá-la bem no dia do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano dos Estados Unidos. Prevendo as consequências desastrosas de tal detonação, que pode detonar até mesmo a 3ª Guerra Mundial, o agente da CIA Jack Ryan (Ben Affleck) usa de todos os meios possíveis para evitar o ataque terrorista.

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