A semana em sete notícias
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A semana em sete notícias

Paula Carvalho

28 Novembro 2009 | 10h00

As principais notícias internacionais que foram destaque na edição impressa do jornal você confere hoje aqui no blog.

Domingo, 22 de novembro – Matéria do enviado especial a Havana, Jamil Chade, trata dos problemas na economia cubana. Furacões e recessão global marcam pior crise da ilha desde a queda da União Soviética.

Segunda-feira, 23 de novembro – Apesar das expectativas criadas após a ascensão ao poder do presidente Raúl Castro, pouca coisa mudou em Cuba. Um relatório da Human Rights Watch denuncia que o regime cubano criou leis que permitem ao Estado prender suspeitos antes mesmo que cometam crimes – a acusação é que eles estariam “planejando atividades ilícitas”.

Terça-feira, 24 de novembro – Estado revela que EUA rejeitaram um acordo proposto pelo governo brasileiro para tentar adiar por duas semanas as eleições em Honduras. Vera Machado, subsecretária de Assuntos Políticos do Itamaraty, foi a encarregada de levar a proposta brasileira a Washington, que tomou nota, mas não levou a ideia adiante.

Quarta-feira, 25 de novembro – Apesar de ressaltar que a política externa brasileira “não é marcada pelo confronto”, o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia é explícito ao qualificar de “equivocada” a posição dos Estados Unidos sobre a crise em Honduras. Ao fazer um balanço crítico dos dez meses do governo de Barack Obama e da relação com os países latino-americanos, Garcia disse que há “uma certa decepção” e uma “certa frustração” com a política externa do presidente americano, que espera que sejam revertidas.

Quinta-feira, 26 de novembro – Impasse sobre o reconhecimento das eleições em Honduras amplia divisão político-ideológica na região. De um lado, estão os que acompanharam a decisão dos EUA de aceitar a eleição: Peru, Colômbia, Panamá e Costa Rica. Do outro, o Brasil, a Argentina, o Chile e os países bolivarianos (Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua), que veem na aceitação da votação uma legitimação do golpe.

Sexta-feira, 27 de novembro – Em mais um sinal de desaprovação do Planalto à política dos EUA para Honduras, o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, diz temer que a posição americana introduza na América Latina a tese do “golpe preventivo”.

Sábado, 28 de novembro – Presidente da Costa Rica, Oscar Arias, mediador das tentativas de acordo entre o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o governo de facto, faz apelo à comunidade internacional para que reconheça o resultado das eleições presidenciais hondurenhas. O pedido é um duro revés para Zelaya, que vê na votação uma forma de legitimar o golpe contra seu governo e defende a abstenção.