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As dúvidas causadas pela nova administração americana

Parceiros dos EUA querem esclarecer posicionamento de Washington sobre temas de política externa

Redação Internacional

16 Fevereiro 2017 | 18h09

Com a reunião da Otan, que começou na quarta-feira 15 em Bruxelas, e a reunião do G-20 nesta quinta-feira, 16, parceiros dos Estados Unidos esperam acabar com as dúvidas sobre o posicionamento da nova administração americana em temas como Síria, Rússia ou China. Veja algumas dessas dúvidas:

Foto: AP

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– Ucrânia e relações com a Rússia:

Embora o presidente Donald Trump tenha defendido uma aproximação com o Kremlin durante sua campanha eleitoral, alimentando a hipótese de um rápido levantamento das sanções americanas, seus assessores endureceram o tom após a renúncia do conselheiro americano para a segurança nacional Michael Flynn, acusado de mentir sobre suas relações com a Rússia.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse na quarta-feira que esperava “do governo russo uma desescalada da violência na Ucrânia e a devolução da Crimeia”, anexada pela Rússia em março de 2014. O chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, e seu colega russo, Serguei Lavrov, realizarão um encontro bilateral à margem do G-20 nesta quinta e devem discutir o tema.

– Guerra civil na Síria:

Os EUA se aproximarão da Rússia coordenando os bombardeios contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria, como sugeriu Trump?

Trump deu como prazo até fevereiro ao Pentágono para que analise se pode acelerar a campanha contra o EI. No ano passado, o republicano prometeu bombardear fortemente os extremistas, mesmo que isso implicasse em mais mortes de civis. Mas, para evitar isso, o presidente propôs a criação de “zonas de segurança” para os civis, o que Bashar Assad rejeitou.

– Otan e UE:

Sobre a Otan, a postura da nova administração é ambivalente. O presidente americano primeiro classificou a aliança de “obsoleta”. Em seguida, seu responsável de defesa se apressou em ressaltar a importância da aliança, uma pedra angular” para os EUA.

Na quarta-feira 15, o chefe do Pentágono, James Mattis, convocou os aliados de Washington a aumentarem seu gasto militar sob pena de verem os EUA “moderarem seu compromisso”, despertando inquietação particularmente no leste da Europa ante a postura russa.

Ao mesmo tempo, Trump fez pouco caso da União Europeia e inclusive celebrou o Brexit, prevendo novas deserções de outros Estados membros. Trump afirma que a UE de estar subordinada aos interesses alemães.

– Relações com a China:

Neste capítulo também há sinais contraditórios. Com uma aproximação repentina com Taiwan, Trump questionou o princípio de “uma só China”, provocando a revolta de Pequim, mas semana passada voltou atrás e disse, em telefonema ao presidente Xi Jinping, que “honrará a política de uma só China”.

Na questão comercial, Pequim se tornou o alvo preferido da nova administração, que acusa as importações chinesas de destruírem empregos americanos. Tillerson ameaçou aplicar um bloqueio para impedir o acesso do país às contestadas ilhas do Mar da Sul da China. /AFP

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