As sanções da Autoridade Palestina impostas ao Hamas
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As sanções da Autoridade Palestina impostas ao Hamas

Reconciliação entre os palestinos depende principalmente da melhoria das condições de vida na Faixa de Gaza e o fim das medidas tomadas por Mahmoud Abbas para forçar o Hamas a negociar

Redação Internacional

12 Outubro 2017 | 15h50

GAZA – Uma das questões primordiais e mais imediatas da reconciliação entre os palestinos é a melhoria das condições de vida na Faixa de Gaza e o fim das sanções impostas pelo líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para forçar o Hamas a negociar.

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O anúncio de um acordo de reconciliação feito nesta quinta-feira, 11, deve levar à suspensão dessas sanções. Saiba mais sobre algumas delas abaixo.

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Anúncio de um acordo de reconciliação entre Hamas e Fatah deve levar à suspensão das sanções (Foto: EFE/MOHAMMED SABER)

Anúncio de um acordo de reconciliação entre Hamas e Fatah deve levar à suspensão das sanções (Foto: EFE/MOHAMMED SABER)

Eletricidade

A Autoridade Palestina presidida por Abbas e reconhecida internacionalmente começou, em abril, a reduzir seus pagamentos pela eletricidade fornecida por Israel à Faixa de Gaza. O fornecimento de energia pública foi reduzido a apenas três horas diárias. Os dois milhões de moradores da região, que já sofrem com a falta de energia há anos, enfrentaram uma nova deterioração das condições sanitárias.

Salários

Apesar de ter sido expulsa de Gaza pelo Hamas em 2007, a Autoridade Palestina continuou a pagar os salários de cerca de 60 mil funcionários de sua administração. Contudo, na prática, só 13 mil continuaram a trabalhar. A Autoridade anunciou, em abril, a redução de seus salários em 30%. O impacto da medida foi bastante significativo: os funcionários sustentavam muitas pessoas, já que território é afligido pela crise econômica e pelo desemprego. A Autoridade também anunciou, em julho, sua intenção de demitir 6.150 funcionários, mas ela acabou desistindo do projeto em agosto.

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Prisioneiros

A imprensa relatou, em junho, que a Autoridade havia interrompido o envio de dinheiro às famílias de membros do Hamas encarcerados nas prisões israelenses. A Autoridade nunca confirmou oficialmente essa medida, uma questão muito delicada para os prisioneiros, que, independentemente de sua participação, têm um status particular na sociedade palestina.

Cuidados médicos

Os cidadãos de Gaza que precisam de tratamento de saúde costumam buscar cuidados fora do enclave, onde a oferta médica deixa muito a desejar. Como a Faixa de Gaza está submetida aos bloqueios israelenses, a saída do território deve ser coordenada entre a Autoridade Palestina e Israel. A Autoridade foi acusada, em junho, de restringir a quantidade de casos. Entretanto, ela desmentiu qualquer mudança nesta política. / AFP

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