Ataque dos Estados Unidos à Síria custou ao menos US$ 119 milhões
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Ataque dos Estados Unidos à Síria custou ao menos US$ 119 milhões

Estimativa da emissora americana CNBC leva em consideração apenas o custo dos mísseis Tomahawk e JASSM-ER disparados contra os alvos do governo sírio; valor total da operação, envolvendo aeronaves, embarcações e soldados, é uma incógnita

Redação Internacional

18 Abril 2018 | 10h57

O ataque ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sexta-feira contra instalações do governo sírio que seriam usadas para produzir e armazenar armas químicas custou ao menos US$ 119 milhões de dólares (cerca de R$ 403 milhões), segundo levantamento da emissora CNBC.

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Este valor, no entanto, leva em consideração apenas o preço dos 105 mísseis disparados pelas Forças Armadas do país contra os alvos – sem computar o custo humano e o custo da operação de todas as aeronaves e embarcações envolvidas na ação – de forma que o total gasto no ataque pode ser bem maior.

Míssil americano Tomahawk segundos depois de ser disparado de embarcação americana em direção a alvos na Síria (Lt. j.g. Matthew Daniels/U.S. Navy via AP)

Míssil americano Tomahawk segundos depois de ser disparado de embarcação americana em direção a alvos na Síria (Lt. j.g. Matthew Daniels/U.S. Navy via AP)

Para chegar aos US$ 119 milhões, a CNBC considerou o custo de US$ 1,4 milhão para cada um dos 66 Tomahawk disparados, totalizando US$ 92,4 milhões. Os 19 mísseis JASSM-ER da Lockheed Martin, que fizeram seu batismo de fogo na operação, também custaram cerca de US$ 1,4 milhão cada, segundo estimativa do próprio governo americano, totalizando outros US$ 26,6 milhões.

A Força Aérea dos EUA também enviou dois B-1B Lancers, considerados os bombardeiros estratégicos mais avançados do mundo, para a operação. O custo da hora de voo de cada uma dessas aeronaves é estimado em US$ 95 mil, mas não está claro de onde os aviões decolaram e nem qual foi o papel deles na operação, tornando impossível calcular quanto a presença deles no ataque custou efetivamente aos cofres americanos.

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Além disso, a missão também teve a participação de aviões tanque – que reabasteceram outras aeronaves no ar -, de aviões de vigilância, de jatos da Força Aérea – que escoltaram os bombardeiros até seus alvos -, de dois destróires, de um navio lançador de mísseis, e de um submarino da Marinha. Todos a um custo impossível de determinar atualmente .