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Baclava à la Guantánamo

Ricardo Chapola

04 Maio 2010 | 07h00

Baclavas (não as de Guantánamo) Foto: All posters

Na prisão americana de Guantánamo, em Cuba, o quitute mais apreciado é a baclava, típico pastelzinho do Oriente Médio.

Ela é preparada pelos próprios “combatentes estrangeiros desleais”, como são chamados pelo Pentágono os presos. Mesmo com as restrições impostas aos detentos, que não têm acesso a facas nem a nada que envolva fogo, é possível fazer a sobremesa – a massa vem semi-pronta da cozinha do centro de detenção.

Mas baclava é “privilégio” de alguns. Líderes do Taleban e da Al-Qaeda, isolados em campos com segurança reforçada e fora do alcance de jornalistas, têm de se contentar com a marmita regular. Esses “muito perigosos” desprovidos de baclava, entretanto, são minoria na prisão: cerca de 40 dos 183 detidos em Guantánamo.

O restante da população carcerária deverá, nos próximos meses e anos, ser submetida a julgamentos nos EUA ou seguir como refugiados para outros países. Enquanto aguardam na prisão caribenha, preparam o quitute.

Para eles a comida chega em caixotes pretos três vezes ao dia. Os detentos abrem os recipientes e preparam seus pratos.

O Estado não conseguiu apurar qual é a receita de baclava usada pelos presos. Em todo caso, achamos na internet uma que parece ser deliciosa. (Ótimas baclavas podem ser encontradas em vários restaurantes de São Paulo e outras cidades brasileiras)