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GUERRA DAS MALVINAS: Base militar britânica custa caro, é tediosa, mas muito poderosa

Redação Internacional

31 Março 2012 | 17h08

30 anos da Guerra das Malvinas

Por Roberto Godoy, de ‘O Estado de S. Paulo’

É do alto que se vê melhor as facilidades da base aeronaval de Mount Pleasant, revela o oficial da reserva D.W., um ex-integrante da tropa britânica nas ilhas. “Depois de voar dez horas ou mais desde a Ilha da Ascensão, nos limites do Atlântico Norte, é um alívio ver a pista de pouso, uma faixa preta de mais 3 mil metros, riscada na pedra, cercada de prédios e luzes”, conta. O problema, diz, “é que a vida nas Falklands é tediosa, limitada ao trabalho, à cervejaria, ao alojamento ou à igreja – para não beber demais, entrar em depressão ou virar místico, a única opção é trabalhar duro”.

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O núcleo militar foi criado em 1982, apenas três dias depois do cessar-fogo, pela ex-primeira-ministra Margaret Thatcher. Em 2007, quando o conjunto ficou pronto, o investimento chegava a US$ 523 milhões. O custo de manutenção dos serviços é de US$ 3,9 milhões semanais. As instalações abrigam, além de 1.650 soldados de elite, 4 caças Typhoon, mais 2 aviões de inteligência e de reabastecimento em voo. De quebra, há lugar também para um destróier lançador de mísseis e um submarino nuclear. As forças da Argentina estão desequipadas, passados 30 anos desde o conflito. A aeronáutica não consegue cumprir uma programação de voos de vigilância até o limite do arquipélago e tem poucos aviões de combate – 30 unidades, talvez, prontas para uso. Todas com cerca de 30 anos.