Capitão do Titanic foi alertado antes de viagem, mas não sobre icebergs
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Capitão do Titanic foi alertado antes de viagem, mas não sobre icebergs

Antes do navio zarpar, Edward Smith recebeu um documento para ficar atentado com um mastro submerso de outra embarcação que havia naufragado na mesma rota

Redação Internacional

15 Abril 2016 | 16h38

O capitão do Titanic, Edward Smith, tinha mais problemas do que os icebergs quando assumiu o comando do transatlântico que naufragou há 104 anos deixando mais de 1.500 vítimas. De acordo com o jornal britânico The Guardian, um relatório foi entregue ao comandante antes da partida do navio e o alertava a respeito da presença de um mastro de outra embarcação naufragada na mesma rota que o Titanic faria na viagem entre Southampton e Nova York.

Foto: Reprodução / H Aldridge/BNPS

Foto: Reprodução / H Aldridge/BNPS

Agora, a notificação foi adquirida por um colecionador de recordações do Titanic em um leilão. Segundo a publicação, o valor de estimado da peça está entre R$ 39 mil (8 mil libras) e R$ 59 mil (12 mil libras).

O leiloeiro do documento, Andrew Aldridge, disse ao Guardian que “o relatório da superintendência da companhia marítima White Star Line’s foi encaminhado diretamente ao capital Smith, alertando-o a respeito de uma obstrução à frente”. A obstrução em questão não era um iceberg, mas o mastro de uma embarcação relatado pelo navio holandês Rotterdam. Caso tivesse colidido com o obstáculo, o Titanic teria, provavelmente, ficado com um buraco em seu casco.

“Esse tipo de documento não era emitido em grande quantidade. Era um aviso específico para o capitão Smith”, diz o leiloeiro. Ele afirma ainda que o relatório “ajudou a mostrar que a White Star Line agiu de forma responsável até o Titanic começar a navegar”.

O documento foi produzido, segundo reportagem do Guardian, pelo superintendente naval da companhia Benjamin Steele no dia 6 de abril de 1912, quatro dias antes do navio zarpar.

Assim como mostra o filme do diretor James Cameron, lançado em 1997, o capitão Smith recebeu, posteriormente, um alerta a respeito dos icebergs presentes no oceano na rota até Nova York. No entanto, o recado não foi levado em conta e o navio prosseguiu sem reduzir velocidade até colidir com a geleira.