Chanceler alemã é símbolo de reunificação
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Chanceler alemã é símbolo de reunificação

Paula Carvalho

10 Novembro 2009 | 16h09

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Quando assumiu o governo alemão há quatro anos, a chanceler Angela Merkel era a prova de que tempos novos haviam chegado ao país. Além de ter sido a primeira mulher escolhida para comandar a nação, ela também tinha se tornado a primeira líder criada no lado oriental, na antiga República Democrática da Alemã (RDA). Eleita pela revista Forbes como a mulher mais poderosa do mundo por quatro anos consecutivos, a “dama de ferro alemã” conquistou um segundo mandato nas eleições de setembro e é hoje uma das figuras políticas mais importantes da Europa.

Merkel, de 55 anos, nasceu em Hamburgo, norte da Alemanha, mas mudou-se com a família ainda criança para o outro lado do país, controlado pelos soviéticos, quando seu pai, um pastor protestante, foi designado para um posto no Estado de Brandemburgo. A carreira política da chanceler, porém, só teve início após a queda do muro que dividia a cidade de Berlim, em 9 de novembro de 1989.

Antes de tornar-se politicamente ativa, Merkel se formou em Física na Universidade de Leipzig. “Sua formação nesta área a ajudou muito na maneira de fazer política”, afirmou o cientista político Felix Butzlaff, da Universidade Göttingen. “Assim, ela consegue ver o que acontece ao seu redor de uma maneira menos emocional e mais objetiva.”

O fato de Merkel ter crescido na antiga Alemanha Oriental também teria influenciado seu jeito de governar. “Depois da queda do muro, as pessoas que viviam no leste deixaram de acreditar na importância de grandes ideologias e os resultados que esses pensamentos podem ter”, explicou Butzlaff. “Então eles preferem ter a mente mais aberta a ficar conectado apenas a uma única ideia.”