Com medo de hackers, Holanda volta ao papel e lápis em eleições de março
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Com medo de hackers, Holanda volta ao papel e lápis em eleições de março

Ministro do Interior afirma que agência de inteligência advertem sobre possível tentativa da Rússia de influenciar votação

Redação Internacional

02 Fevereiro 2017 | 18h24

O aumento da preocupação de sofrer um ciberataque russo, a Holanda decidiu abandonar o sistema eletrônico nas eleições de 15 de março e voltar ao método manual. O Conselho Eleitoral decidiu contabilizar os votos manualmente e comunicar os resultados por telefone.

Primeiro-ministro da Holanda conversa com estudantes - Foto: Robin Utrecht / Efe

Primeiro-ministro da Holanda conversa com estudantes – Foto: Robin Utrecht / Efe

“Diante dos indícios de que a Rússia pode estar interessada em influenciar as eleições, teremos de recorrer ao velho papel e lápis para contar os votos”, afirmou o ministro do Interior, Ronald Plasterk.

Agências de Inteligência alertaram as autoridades holandesas após as informações relacionando Moscou com os ciberataques durante a campanha presidencial nos Estados Unidos, com a intenção de favorecer o republicano Donald Trump, que venceu Hillary Clinton.

A apreensão com uma invasão digital russa é tanta que o vice-primeiro-ministro Lodewijk Asccher afirma que “não se atreve” a falar assuntos do governo com o premiê Mark Rutte por telefone.

Segundo Plasterk, o sistema eleitoral no país é vulnerável a piratas da internet, o que levantou dúvidas sobre a possibilidade de as eleições serem manipuladas.

Termômetro. As eleições de março na Holanda serão as primeiras de uma série que definirá o nível do crescimento do populismo e do eurocentrismo na Europa.

O Conselho Eleitoral afirma que 31 partidos estão registrados para as eleições, número recorde na Holanda, que dificulta ainda mais uma possível negociação para a formação do governo. / EFE

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