Como os migrantes são punidos na Europa
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Como os migrantes são punidos na Europa

Conheças as principais táticas dos países Europeus que querem dificultar ou impedir a entrada de refugiados em seus territórios

Redação Internacional

28 Abril 2016 | 12h50

Enquanto alguns países da Europa tentam convencer os imigrantes a não procurarem seu território publicando anúncios em jornais no Oriente Médio, outros criaram leis para discriminar muçulmanos ou apreender parte dos bens que os refugiados carregam ao entrar em seu território.

Conheça as principais medidas adotadas por alguns países da União Europeia para impedir a chegada de refugiados:

– Desencorajar imigração: campanhas públicas que tentam convencer os imigrantes a se estabelecerem em outro lugar
Por exemplo, em setembro de 2015, o governo da Dinamarca publicou anúncios detalhados em jornais do Líbano sugerindo que os sírios não tentassem se estabelecer no país em razão de mudanças nas leis de pedido de asilo. Em novembro, a Noruega seguiu a mesma ideia e públicos em redes sociais como Facebook e Twitter anúncios desencorajando imigrantes a procurarem o país. Nessa mesma categoria também se encaixam leis que estabelecem prazos mínimo, de dois a três anos, para que um imigrante possa entrar com um pedido para reunir sua família no país que o acolheu.


– Apreensão de bens: tomar dinheiro, joias e outros itens de valor do imigrantes
Dinamarca, Suíça e alguns Estados da Alemanha passaram aprovaram leis nesse sentido. A lei dinamarquesa não estabelece valores, mas na Suíça as autoridades já confiscaram mais de US$ 200 mil. Na Alemanha, as autoridades podem ficar com o equivalente a até US$ 800 dos imigrantes.

– Controle de fronteiras: Barreiras físicas que impedem ou dificultam as viagens dos imigrantes
Vários países europeus como Macedônia, Hungria, Sérvia e Áustria construíram cercas nas suas divisas – colocando em risco a existência do espaço Schengen, território no qual é permitida a livre circulação de cidadãos europeus – ou ampliaram as inspeções rotineiras em suas fronteiras para controlar quem entra e sai do país.

– Medidas contra muçulmanos: leis que tem como alvo as tradições e práticas dos muçulmanos
A Eslováquia, por exemplo, anunciou que só aceitará refugiados que se sejam cristãos, negando acesso ao país a todos os imigrantes islâmicos. Já a cidade dinamarquesa de Randers adotou uma postura mais indireta, mas que também afeta os muçulmanos: as autoridades tornaram obrigatório que instituições públicas, incluindo cafeterias em creches, tenham carne de porco em seus menus. Muçulmanos não comem carne de porco porque ela é considerada “impura”.

– Proibições: Restringir o acesso de imigrantes a espaços públicos
A cidade alemã de Bornheim proibiu que refugiados do sexo masculino com mais de 18 anos frequentem piscinas públicas depois de um grande número de abusos sexuais. A proibição, no entanto, foi suspensa em razão da polêmica causada pela medida.

– Identificação de refugiados: exigir que os imigrantes sejam identificados publicamente
A cidade inglesa de Cardiff propôs que os refugiados acolhidos pelos município fossem obrigados a usar uma pulseira vermelha nos pulsos para identificá-los publicamente caso eles desejassem receber comida e outras ajudas do poder público. A medida, amplamente rejeitada por discriminar os imigrantes, foi descartada pela administração da cidade.

– Criação de perfis com base em estereótipos: políticas que relacionam preconceitos aos imigrantes
Vários países, como Dinamarca, Noruega e Áustria, criaram aulas de educação sexual e etiqueta para ensinar os imigrantes como eles devem se comportar de acordo com os padrões do país. Na Finlândia, por exemplo, refugiados aprendem sobre os “valores finlandeses” em relação ao tratamento das mulheres

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