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Cronologia: expulsões em massa de diplomatas soviéticos ou russos

Em meados de março, a Grã-Bretanha expulsou 23 diplomatas russos ao considerar que a Rússia era culpada de ter envenenado com um agente neurotóxico Serguei Skripal e sua filha

Redação Internacional

26 Março 2018 | 17h10

Conheça a lista de expulsões em massa de diplomatas soviéticos ou russos depois das anunciadas nesta segunda-feira (26) por vários países aliados de Londres, entre eles os Estados Unidos, após o caso do envenenamento na Grã-Bretanha do ex-espião russo Serguei Skripal. Cerca de 20 países decidiram, em uma ação conjunta, expulsar mais de 100 diplomatas russos.

Em meados de março, a Grã-Bretanha expulsou 23 diplomatas russos ao considerar que a Rússia era culpada de ter envenenado com um agente neurotóxico Serguei Skripal e sua filha, encontrados inconscientes em 4 de março em Salisbury, no sul da Inglaterra. Moscou, por sua vez, expulsou 23 diplomatas britânicos.

Durante a Guerra Fria 

 Setembro de 1971: Londres expulsa 105 diplomatas e oficiais soviéticos depois que Moscou se negou a esclarecer as atividades de 440 de seus cidadãos no Reino Unido. Como represália, 18 britânicos são expulsos da URSS.

Abril de 1972: a Bolívia expulsa 49 membros da embaixada soviética em La Paz, dois anos depois da retomada das relações diplomáticas entre ambos os países.

Abril de 1983: 47 diplomatas soviéticos na França são expulsos pelo caso Farewell (nome de código de Vladimir Vetrov, um engenheiro soviético destinado à missão comercial soviética em Paris de 1965 a 1970).

Novembro de 1983: Granada expulsa 49 diplomatas soviéticos pouco depois da intervenção das tropas americanas na ilha.

Setembro de 1985: o governo britânico pede a 25 membros da embaixada soviética que abandonem o país, depois da deserção em Londres do espião soviético Oleg Gordievsky, o funcionário de mais alto escalão da KGB que ficou no Ocidente. Moscou respondeu expulsando 25 britânicos. O Ministério das Relações Exteriores decidiu depois uma segunda onda de expulsões de seis soviéticos, seguida do mesmo número de britânicos expulsos pela URSS.

Outono de 1986: os Estados Unidos de Ronald Reagan e a União Soviética de Mikhail Gorbachev travam durante várias semanas uma “guerra de diplomatas” à base de expulsar funcionários de um grupo e outro.

Em meados de setembro, Washington exige a saída de 25 membros da missão soviética da ONU. Moscou responde expulsando cinco americanos.

Um mês depois, Washington retira outros 55 diplomatas soviéticos. Cinco deles estão sob suspeita de espionagem e os outros 50 servem para restabelecer a paridade com o número de diplomatas americanos na URSS. Moscou, por sua vez, pede que abandonem o território outros cinco americanos e retira toda a equipe soviética que trabalhava para as representações dos Estados Unidos na URSS, o que perturbou de forma importante seu funcionamento.

Junho de 1988: o Canadá expulsa ou declara persona non grata 19 soviéticos. Moscou toma as mesmas medidas com 13 diplomatas canadenses.

Desde a queda da URSS

Março de 2001: Washington anuncia a expulsão de cerca de 50 diplomatas russos, quatro dos quais são declarados persona non grata. Estes são acusados de terem estado em contato com Robert Hansenn, agente do FBI detido por ter trabalhado durante 15 anos para Moscou. Como resposta, Moscou decide expulsar exatamente o mesmo número de diplomatas que Washington.

Dezembro de 2016: a administração democrata de Barack Obama expulsa 35 agentes russos para punir Moscou por sua ingerência nas eleições presidenciais americanas, logo antes da chegada de Donald Trump à Casa Branca. Em um primeiro momento, Vladimir Putin decide não responder, à espera de ver como agirá o novo presidente dos Estados Unidos. Diante da ausência de melhorias nas relações, é retomada a guerra de sanções.

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