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Cronologia: Independência da Argélia completa 50 anos

Redação Internacional

16 Março 2012 | 23h13

No dia 18 de março de 1962, há 50 anos, o governo francês e a Frente de Libertação Nacional argelina (FLN) assinaram os acordos de Évian, que colocaram fim à guerra da Argélia e abriram caminho para a independência do país, após 132 anos de colonização.

Principais Personagens

Ahmed Ben Bella: Fundador da FLN

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Ferhat Abbas: Líder do governo Argelino no Exílio

Charles de Gaulle: presidente da quinta república francesa

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Raoul Salan: general francês

Said Boualam: líder da frente argelina francesa, contrária à independência

Pierre Lagaillarde: líder da Organização Secreta do Exército

Números

França:

Soldados franceses mortos no conflito: 17 mil

Colonos franceses mortos ou desaparecidos: 3, 3 mil

Vítimas de atentados na França: 4,3 mil

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Argélia:

FLN mortos em combate: 141 mil

FLN mortos em expurgos: 12 mil

Civis vítimas de ataque francês : 1 milhão, segundo o governo argelino

Argelinos pró-França mortos depois da guerra 150 mil

Veja cronologia dos eventos:

8/05/1945 – Massacre de Sétif

Marcha francesa para comemorar a vitória na Segunda Guerra acaba em conflito com muçulmanos que protestavam pela independência. Ao menos 100 franceses e 45 mil argelinos morrem.

Março de 1954 – Formação da FLN

Ex-sargento do Exército francês, Ahmed Ben Bella reúne outros oito exilados argelinos no Egito e funda a Frente de Libertação Nacional, que tem como objetivo tornar a Argélia independente da França.

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1/11/1954 – Toussaint Rouge

Impulsionada pela derrota francesa na Indochina, a FLN lança uma guerra de guerrilhas contra o Estado francês com ataques a prédios públicos, policiais e militares. A data fica conhecida como Toussaint Rouge, (Dia de Todos os Santos vermelho). Em resposta, Paris envia 400 mil soldados para a colônia.

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Agosto de 1955 – Civis na mira

FLN começa a atacar civis. Turba incitada pelos guerrilheiros mata 120 pessoas em Philippeville. Em retaliação, tropas francesas e colonos armados matam 12 mil muçulmanos. Governador-geral da Argélia Francesa rompe com os revolucionários.

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30/09/1956 – Batalha de Argel

FLN leva o conflito para as grandes cidades. A batalha de Argel, uma das mais sangrentas da guerra, começa com mulheres colocando bombas em vias públicas. A guerrilha urbana, com uma média de 800 ataques por mês, dura até abril de 1957 e é acompanhada de uma greve geral.

Maio de 1958 – De Gaulle em cena

Irritados com a incapacidade do governo francês em acabar com a revolta, colonos invadem o escritório do governador-geral em Argel. Aumenta a pressão para que Charles de Gaulle assuma o governo.

Novembro de 1958 – Governo no Exílio

Ferhat Abbas cria o governo argelino no exílio, em Túnis, com apoio de países árabes, africanos e da China. Referendo sobre nova Constituição é aprovado, com grande participação do eleitorado muçulmano argelino.

Fevereiro de 1959 – A quinta república

Nova constituição entra em vigor, pondo fim à quarta república. De Gaulle é nomeado presidente, com poderes para governar por decreto

Setembro de 1959 – Distensão

Convencido de que o conflito é insustentável, De Gaulle declara que a Argélia precisa de autodeterminação.

Janeiro de 1960 – Semana das barricadas

Sentindo-se traídos por De Gaulle, colonos franceses erguem barricadas nas ruas de Argel e tomam o controle de prédios públicos em Argel. Ao menos 20 manifestantes morrem. O governo manda prender oito líderes do movimento e De Gaulle pede que o Exército se mantenha leal a ele.

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Janeiro de 1961 – Referendo

De Gaulle organiza referendo sobre a autodeterminação da Argélia, aprovado por 75% dos eleitores na metrópole e na colônia. Secretamente, começa negociações com a com a FLN.

Abril de 1961 – Golpe frustrado

Generais franceses na Argélia contrários à independência tentam derrubar De Gaulle. O golpe é frustrado.

Maio de 1961 – Primeiras negociações

Governo francês e FLN se reúnem em Evian, mas conversas fracassam

Março de 1962 – Acordo

Após segunda rodada de negociações, o governo francês declara um cessar-fogo

Março – junho de 1962

Organização Secreta do Exército (OAS), grupo paramilitar dissidente contrário à independência, lança ataques terroristas contra muçulmanos argelinos

1/07/1962

Independência da Argélia é aprovada em referendo. Seis milhões de argelinos votam a favor da separação (99,7%)

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