Cronologia: O programa de mísseis da Coreia do Norte
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Cronologia: O programa de mísseis da Coreia do Norte

Ações do país tiveram início no fim de 1970, quando os norte-coreanos começaram a trabalhar em uma versão de um míssil soviético que tinha alcance de 300 km

Redação Internacional

04 Setembro 2017 | 13h08

A Coreia do Norte anunciou no domingo 3 que testou, “com sucesso”, uma bomba de hidrogênio capaz de ser transportada por um míssil. O sexto teste nuclear norte-coreano culmina em um período de frenética atividade armamentista por parte do regime de Kim Jong-un, que testou mais de uma dezena de mísseis balísticos desde o começo do ano, entre eles dois intercontinentais.

Veja abaixo as principais datas do programa balístico de Pyongyang.

Coreia do Norte anunciou o teste de uma bomba de hidrogênio capaz de ser montada e transportada em seus mísseis de longo alcance (Foto: EFE / MINISTÉRIO DE DEFESA DA COREIA DO SUL)

Coreia do Norte anunciou o teste de uma bomba de hidrogênio capaz de ser montada e transportada em seus mísseis de longo alcance (Foto: EFE / MINISTÉRIO DE DEFESA DA COREIA DO SUL)

– Final de 1970: Coreia do Norte começa a trabalhar em uma versão do míssil soviético Scud-B (de um alcance de 300 km). O teste é feito em 1984.


– 1987-1992: Desenvolvimento das versões do Scud-C (500 km), do Rodong-1 (1.300 km), do Taepodong-1 (2.500 km), do Musudan-1 (3.000 km) e do Taepodong-2 (6.700 km).

– Agosto de 1998: Teste de lançamento do Taepodong-1 acima do Japão, com o objetivo de colocar um satélite em órbita. A operação fracassa.

– Setembro de 1999: Adiamento dos testes de mísseis de longo alcance em razão da melhora das relações com Washington.

– 12 de julho de 2000: Fracasso das negociações com os EUA sobre os mísseis, depois que a Coreia do Norte exigiu US$ 1 bilhão para paralisar as exportações dos dois aparatos.

– 3 de março de 2005: Fim da prorrogação dos testes de mísseis de longo alcance, alegando uma política “hostil” por parte da administração Bush.

– Julho de 2006: Testes de sete mísseis de longo alcance. Um deles (Taepdong-2) explode em pleno voo depois de 40 segundos. O Conselho de Segurança adota a resolução 1695, que pede o fim de qualquer atividade de mísseis balísticos.

– Outubro de 2006: Primeiro teste nuclear subterrâneo. Adoção da resolução 1718 do Conselho de Segurança, que pede o fim dos testes balísticos e nucleares.

– Abril de 2009: Lançamento de um foguete de longo alcance que sobrevoa o Japão e cai no Pacífico, durante uma tentativa, segundo a Coreia do Norte, de colocar um satélite em órbita. Para EUA, Japão e Coreia do Sul, trata-se de um teste do Taepodong-2. O Conselho de Segurança condena a operação e reforça as sanções. A Coreia do Norte abandona as negociações sobre seu programa nuclear.

– Maio e junho de 2009: Segundo teste nuclear subterrâneo, muito mais potente. Adoção da resolução 1874 do Conselho de Segurança, que impõe sanções suplementares.

– 13 de abril de 2012: Lançamento de foguete a partir da base de Tongchang-ri. O lançador se desintegra minutos depois da decolagem.

– 12 de dezembro de 2012: Êxito no lançamento de um foguete para oficialmente colocar em órbita um satélite civil de observação terrestre. É considerado um novo teste de míssil balístico.

– 12 de fevereiro de 2013: Terceiro teste nuclear subterrâneo.

– 6 de janeiro de 2016: Quarto teste nuclear subterrâneo. A Coreia do Norte afirma ter testado uma bomba de hidrogênio. Informação é questionada pelos especialistas.

– 7 de fevereiro de 2016: Pyongyang anuncia o sucesso de seu segundo lançamento de foguete espacial e confirma que país colocou um satélite em órbita.

– 2 de março de 2016: Conselho de Segurança impõe à Coreia do Norte as sanções mais duras até aquele momento.

– 9 de março de 2016: Dirigente norte-coreano Kim Jong-un  afirma que Pyongyang conseguiu miniaturizar uma ogiva termonuclear.

– 23 de abril de 2016: Coreia do Norte lança um míssil balístico a partir de um submarino.

– 8 de julho de 2016: Washington e Seul anunciam a mobilização na Coreia do Sul do escudo antimísseis americano THAAD.

– 3 de agosto de 2016: Disparo de um míssil balístico em águas japonesas é registrado pela primeira vez.

– 24 de agosto de 2016: Êxito no lançamento de míssil a partir de um submarino.

– 5 de setembro de 2016: Lançamento de três mísseis balísticos durante a reunião dos líderes do G-20 na China.

– 9 de setembro de 2016: Quinto teste nuclear.

– 1.º de dezembro de 2016: ONU endurece as sanções e limita as exportações norte-coreanas de carvão à China.

– 12 de fevereiro de 2017: Teste de um novo míssil balístico, que percorre 500 km antes de cair em águas japonesas.

– 6 de março de 2017: Pyongyang lança quatro mísseis balísticos e afirma se tratar de um exercício para atingir bases dos EUA no Japão.

– 7 de março de 2017: EUA iniciam o estabelecimento do sistema antimísseis THAAD na Coreia do Sul.

– 14 de maio de 2017: Coreia do Norte lança míssil que percorreu 700 km antes de cair em águas japonesas. Analistas estimam a capacidade do alcance do projétil em 4.500 km.

– 4 de julho de 2017: Pyongyang dispara um míssil balístico que percorre 930 km antes de cair em águas japonesas. Os analistas estimam seu alcance em até 6.700 km, o que chegaria ao Alasca. O regime norte-coreano declara que se tratou de um teste de míssil balístico intercontinental Hwasong-14.

– 28 de julho de 2017: Pyongyang lança míssil com alcance teórico de 10.000 quilômetros, o que significa que poderia atingir os EUA.

– 26 de agosto de 2017: Disparo de três mísseis balísticos de curto alcance.

– 29 de agosto de 2017: Coreia do Norte dispara míssil que sobrevoa o Japão antes de cair no Pacífico. De acordo com Seul, ele percorreu 2.700 quilômetros a uma altura máxima de 550 km.

– 3 de setembro de 2017: Coreia do Norte anuncia o teste de uma bomba de hidrogênio capaz de ser montada e transportada em seus mísseis de longo alcance. / AFP