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Cronologia: Os anos Maduro na Venezuela

Redação Internacional

19 Abril 2017 | 19h52

A crise econômica e política na Venezuela já dura quatro anos. Veja os principais momentos de tensão, que coincidem com a gestão do presidente Nicolás Maduro

 

Abril de 2013
Maduro eleito
Ainda enlutada pela morte de Chávez, a Venezuela vai às urnas em abril para uma nova eleição. Maduro vence Capriles por uma pequena margem e protestos da oposição se seguem à vitória chavista

Dezembro de 2013
Eleição Municipal
Após sete meses de governo, venezuelanos votam em eleições municipais, tidas pela oposição como um “referendo” sobre Maduro. O chavismo sai vencedor

Janeiro de 2014
La Salida
Semanas depois da derrota nas urnas, uma parte da oposição, liderada por Leopoldo López, Antonio Ledezma e Maria Corina Machado sai às ruas. Os protestos se tornam violentos e mais de 40 pessoas morrem.

Fevereiro de 2014
Prisões de opositores
Após protestos, o chavismo prende López e Ledezma e cassa o mandato de Maria Corina. Tentativa de diálogo entre chavismo e MUD intermediada pela Unasul e o Vaticano fracassa

Julho de 2014
Agravamento da crise
Em meio ao caos político, a situação econômica se deteriora. Com as divisas em dólar em baixa, Maduro estrangula a concessão de moeda forte para o setor privado, o que provoca inflação e escassez. A crise do petróleo amplifica o cenário.
Dezembro de 2015
Derrota chavista
Em meio à crise, a MUD conquista a primeira vitória nas urnas desde que foi criada, em 2010, conquistando a maioria qualificada no Parlamento

Janeiro de 2016
Nomeações do TSJ
Pouco após a derrota, a legislatura ainda controlada pelo chavismo troca os juízes do TSJ para mantê-lo composto por aliados do governo. Após a posse dos novos deputados, os novos juízes anulam todas as leis aprovadas pela oposição

Setembro de 2016
Eleições suspensas
Temendo nova derrota, o chavismo suspende as eleições regionais previstas para o fim do ano, o que provoca descontentamento da oposição. Uma nova rodada de negociações para o fim da crise política não obtém resultado.

Março de 2017
Autogolpe
TSJ retira as competências da Assembleia e as toma para si. Dias depois, desiste da sentença, com pressões internas e externas

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