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Ex-companheira de Hollande escreve livro de memórias

Redação Internacional

03 setembro 2014 | 16:13

Aliados do presidente francês correram para conter qualquer potencial dano à imagem dele

PARIS – A ex-companheira do presidente francês, François Hollande, escreveu um livro de memórias dizendo que, meses após a separação pública do casal, Hollande estava tentando reconquistá-la com flores, jantares, convites e muitas mensagens de texto.

Os aliados de Hollande se apressaram para conter qualquer potencial dano ao presidente, o mais impopular da história da França no pós-guerra e luta para reavivar uma economia afetada pelo desemprego, atualmente em mais de 10%, perto de níveis recordes.

Valérie Trierweiler, uma jornalista da revista de celebridades Paris Match, viveu com Hollande no palácio presidencial por um ano e meio, até que uma revista de fofocas expôs o relacionamento secreto dele com a atriz Julie Gayet, de 42 anos, em janeiro.

Após o rompimento com o presidente, Valérie, de 49 anos, concedeu entrevistas e manteve uma coluna literária semanal.

O livro de 320 páginas – escrito em segredo e que deve ser lançado na quinta-feira – descreve episódios ainda desconhecidos, entre eles como Hollande rasgou um saquinho com calmantes que estava nas mãos da jornalista quando ela tentou engolir diversos comprimidos durante a separação, de acordo com trechos publicados pela Paris Match.

“A notícia sobre Julie Gayet estava no noticiário da manhã”, diz um trecho do livro, intitulado “Merci pour ce Moment” (Obrigado por este Momento). “Eu corri para o banheiro. Peguei essa sacola de plástico com os calmantes. François me segue. Ele tenta rasgar a sacola, pega a sacola e rasga. Eu consigo juntar algumas delas. Eu quero dormir, eu não quero viver nas próximas horas”. Ela foi brevemente hospitalizada à época.

Olivier Royant, editor-chefe da Paris Match, disse à rede BFMTV que Hollande soube do livro apenas na terça-feira 2. O gabinete presidencial não fez comentários de imediato sobre o assunto.

O ministro da Agricultura, Stéphane Le Foll, um amigo de Hollande, disse que o país tinha assuntos mais importantes para tratar do que a vida privada do presidente. “Temos assuntos mais sérios”, disse ele ao iTele. “Não temos muito tempo, então não podemos ficar para trás.”

Mas, questionado se o cargo presidencial havia mudado Hollande, como Valérie afirma no livro, Le Foll acrescentou: “É verdade que o papel presidencial é um fardo, uma responsabilidade perante os franceses, o que tem um peso excepcional. Tudo isso afeta um homem.” / REUTERS