Ex-secretária de Estado já teve até petroleiro batizado com seu nome
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Ex-secretária de Estado já teve até petroleiro batizado com seu nome

Chevron batizou petroleiro em homenagem a Condoleezza Rice ainda na década de 1990

Redação Internacional

13 Dezembro 2016 | 17h04

A escolha do CEO da Exxon-Mobil, Rex Tillerson, para o cargo de secretário de Estado no gabinete de Donald Trump provocou críticas de setores ligados ao Partido Democrata pela suspeita de que o indicado agirá na diplomacia americana de acordo com interesses alinhados aos da indústria do petróleo. O caso, no entanto, não é o primeiro e há um precedente ainda mais inusitado: Condoleezza Rice, que foi conselheira de Segurança Nacional e, posteriormente, secretária de Estado dos governos de George W. Bush (2001-2009).

KEVIN LAMARQUE/REUTERS

Petroleiro da Chevron foi batizado em homenagem aos serviços prestados por Condoleeza Rice à empresa na década de 90

Após uma carreira exemplar na área acadêmica, Rice passou uma década como executiva da petrolífera Chevron – entrou em 1991 e deixou a companhia apenas quando foi convidada por Bush para integrar seu governo. Como membro do Conselho de Administração da empresa, Rice prestou serviços tão relevantes que recebeu uma homenagem à altura: um dos navios petroleiros da Chevron foi batizado com seu nome.

O nome da ex-executiva da empresa figurou no casco da embarcação de 129 mil toneladas até que, quatro meses após Rice ter assumido o cargo no governo, a Chevron decidiu rebatizar o navio como Altair Voyager. O então porta-voz da empresa, Fred Gorell, afirmou que a decisão foi tomada para eliminar a “atenção desnecessária causada pelo nome da embarcação” após Rice ter se tornado conselheira de um governo que passava a ser acusado de agir em nome dos interesses da indústria do petróleo.

Em 2003, quando o governo Bush decidiu levar adiante a invasão do Iraque, Condoleezza Rice foi questionada por democratas que a acusavam de ter aconselhado o presidente a iniciar a guerra não pelas armas de destruição em massa que Saddam Hussein teria, mas sim pelo domínio dos campos de petróleo. A acusação sobre as armas de destruição em massa, posteriormente, foi desmentida pelo próprio governo britânico – que apoiou e participou da invasão -, mas nunca foi comprovada qualquer intenção escusa por parte de Rice, que chegou a testemunhar no Congresso sobre o ataque ao Iraque.