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Pais de checheno morto pelo FBI querem US$ 30 mi de indenização

Jovem, de 28 anos, foi morto com sete tiros, enquanto era interrogado em sua casa por agente

Redação Internacional

03 Março 2015 | 07h00

Os pais de Ibragim Todashev, o checheno morto à tiros por um membro do FBI em 2013 durante um interrogatório sobre o atentado à bomba na maratona de Boston, afirmaram que pleiteiam uma indenização de US$ 30 milhões em entrevista na cidade de Orange, Califórnia, ao lado de representantes do Conselho de Relações Islâmico-Americanos (Cair-Flórida).

O caso ocorreu em maio de 2013. O jovem, de 28 anos, foi morto com sete tiros, enquanto era interrogado em sua casa pelo agente do FBI Aaron McFarlane, na companhia de dois patrulheiros de Massachusetts.

O checheno respondia sobre sua relação com Tamerlan e Dzokhar Tsarnaev, acusados de realizar um ataque à bomba durante a maratona de Boston em abril de 2013, além de sua suposta participação em um triplo assassinato, ainda sem solução, em setembro de 2011 na cidade de Waltham, e no qual Tarmelan Tsarnaev também estaria envolvido.

“Queremos respostas e justiça para alguém que foi baleado em sua própria casa sete vezes por um agente do FBI, após longas horas de interrogatório”, disse Ali Kurnaz, coordenador de comunicações do Cair.

No pedido de indenização, os pais de Todashev alegam – em um documento de oito páginas – que o FBI foi negligente ao admitir MacFarlane, 2008. Segundo o texto, o ex-membro do Departamento de Polícia de Oakland arrastava um passado de acusações de brutalidade policial, falsificação de relatórios e recebia pagamento por incapacidade funcional por parte da Polícia de Oakland ao mesmo tempo em que trabalhava como agente para o FBI. / EFE

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