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Medvedev propõe redução dos 11 fusos horários da Rússia

Robson Morelli

12 Novembro 2009 | 23h27

Em seu discurso anual, o presidente russo, Dmitri Medvedev, fez uma sugestão um tanto curiosa:  propôs a redução do número de fusos horários do território russo como um meio de incentivar a economia. O maior país do mundo possui 11 horários diferentes em seu território. Enquanto os russos do enclave de Kaliningrado, no oeste, tomam café da manhã, os de Chukotka, no extremo leste, se preparam para dormir. Assim que começa o horário de trabalho em Moscou, o leste do país encerra o expediente.

Medvedev não deu detalhes de como seria feita a mudança, nem mesmo os valores envolvidos, mas especialistas apontam que o ideal seria manter apenas quatro fusos horários em todo o território russo: para Kaliningrado, Moscou, os montes Urais e a região da Sibéria e extremo leste. A redução das sete variações de horário não vai apenas diminuir o inconveniente para viagens internas pelo país – principalmente para os que cruzam o território – mas principalmente pode garantir a melhora das relações econômicas entre Moscou e o leste e garantir que o governo execerça um controle maior nas áreas mais afastadas da capital, cenário de protestos contra o Kremlin.

Medvedev enfatizou a importância de se analisar de modo objetivo as vantagens econômicas de tal alteração. Segundo o presidente, a extensão do território é motivo de orgulho, mas também atrapalha a integração do país. Ele citou exemplos como EUA e China, grandes países que conseguem lidar com a diferença menor de tempo.

Caso chinês – Antes da Revolução Comunista na China, o país tinha cinco fusos. Sob o comando de Mao Tsé-Tung, o regime unificou o horário de todo o país com base no de Pequim. O maior impacto foi fazer com que o expediente em cidades como Kashgar, no oeste do país e no mesmo fuso que a Índia, abrissem no “amanhecer oficial”. Alguns moradores desafiaram a medida, atrasando seus relógios em três horas e meia.

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