Ministro alemão é vítima da lei que ele mesmo promoveu para acabar com ódio nas redes sociais
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Ministro alemão é vítima da lei que ele mesmo promoveu para acabar com ódio nas redes sociais

Em 2010, Heiko Maas qualificou em sua conta no Twitter um ensaísta neoconservador de ‘cretino’; a mensagem foi apagada recentemente pela rede social em razão de uma nova determinação

Redação Internacional

08 Janeiro 2018 | 09h47

BERLIM – O Twitter removeu uma mensagem publicada pelo ministro da Justiça alemão na qual chamou de “cretino” um ensaísta, em virtude de uma nova lei que ele mesmo promoveu para acabar com as publicações ofensivas nas redes sociais. “Heiko Maas vítima de sua própria lei”, escreveu o jornal Bild.

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O tuíte apagado foi postado em 2010, quando seu autor ainda não era ministro. Maas havia criticado o então bem sucedido ensaísta neoconservador Thilo Sarrazin, a quem chamou de “cretino”.

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“Heiko Maas vítima de sua própria lei”, escreveu o jornal ‘Bild’ (Foto: REUTERS/Thomas Peter)

A mensagem foi removida no fim de semana em razão de denúncias enviadas pelos usuários. “Há coisas que não escreveria agora”, defendeu-se o ministro.

O Twitter, o Facebook e o YouTube na Alemanha devem suprimir as publicações com conteúdos que incentivam o ódio ou podem dar lugar a processos por difamação. A determinação entrou em vigor no dia 1.º de janeiro.

Thilo Sarrazin, ex-membro do Partido Social-Democrata, defende há vários anos ideais ligados à extrema-direita, como os que associam a migração muçulmana ao perigo para a sobrevivência do Ocidente. / AFP

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