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O 1.º presidente da União Europeia

Conexão Eleitoral

19 Novembro 2009 | 23h00

Herman Van Rompuy, 62 anos, democrata-cristão, é um líder discreto que, na função de primeiro-ministro da Bélgica, apaziguou um país à beira da fissura. Todo mundo fala maravilhas sobre seu bom senso, ele é muito popular em seu país, mas o problema é que não tem carisma.

Doutor em Economia – e filho de um economista célebre na Bélgica, Vic Van Rompuy –  ele assumiu o cargo de premiê do Reino da Bélgica em 30 de dezembro. Agora, ficará encarregado de presidir a União Europeia.

Sua capacidade de diálogo casa com o perfil que os chefes de Estado e de governo da UE queriam dar ao cargo: tom conciliador – é admirador do Haiku, a arte japonesa que consiste na expressão oral concisa e objetiva –, capacidade de gestão e, sobretudo, perfil discreto no exercício do poder, uma “virtude” que não ofuscaria o brilho internacional dos líderes atuais nacionais.

O problema é que seu perfil talvez seja discreto demais para a expectativa criada: a nomeação de um “George Washington europeu”, uma alusão ao primeiro presidente dos Estados Unidos.  Há poucos dias, uma sondagem do canal de TV belga VTM, mostrou que só 12% dos Europeus conheciam Rompuy.

Antecedentes: Antes de assumir o cargo de premiê, Rompuy foi presidente da Câmara e ministro do Orçamento (1993-1999), sendo responsável pela redução da dívida interna belga. Ele também trabalhou no Banco Central e foi presidente da juventude do Partido Democrata-Cristão Flamengo.

Autor de seis livros, Van Rompuy ficou conhecido como o “premiê poeta” por ser um grande conhecedor de poemas haicai. O primeiro-ministro ainda é um ávido blogueiro e já teve textos seus publicados no Wall Street Journal.

Texto com contribuições de Andrei Netto, Renata Miranda e Gilles Lapouge