O que se sabe e o que ainda não se sabe sobre o atentado terrorista em Nova York
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O que se sabe e o que ainda não se sabe sobre o atentado terrorista em Nova York

Oito pessoas morreram após Sayfullo Saipov atropelar diversas pessoas em Manhattan com a caminhonete em que estava; cinco das vítimas eram argentinos e uma era belga

Redação Internacional

01 Novembro 2017 | 16h31

NOVA YORK, EUA – Oito pessoas morreram na terça-feira 31 em Manhattan quando o motorista de uma caminhonete atropelou diversas pessoas ao avançar contra pedestres e ciclistas. O veículo ainda se chocou contra um ônibus escolar antes de o agressor sair e ser baleado por um policial, segundo autoridades. Agentes disseram que o terrorista correu e gritou “Allahu akbar” (Deus é o maior, em árabe). Veja abaixo o que se sabe sobre o episódio.

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Policiais qualificaram a ação como terrorista, mas o governador Andrew M. Cuomo disse em um comunicado que “não há evidência que sugira um plano ou esquema maior” (Foto: AFP PHOTO / DON EMMERT)

Policiais qualificaram a ação como terrorista, mas o governador Andrew M. Cuomo disse em um comunicado que “não há evidência que sugira um plano ou esquema maior” (Foto: AFP PHOTO / DON EMMERT)

O que se sabe sobre o ataque

– Policiais qualificaram a ação como terrorista, mas o governador Andrew M. Cuomo disse em um comunicado que “não há evidência que sugira um plano ou esquema maior”. Ele explicou que o episódio foi “a ação de um indivíduo que queria causar dor e sofrimento, e provavelmente morte”. O delegado da polícia de Nova York, James P. O’Neill, garantiu que “o incidente acabou”.

– O motorista foi identificado como Sayfullo Saipov, de 29 anos. Ele foi baleado no abdômen e estava em condição crítica. As autoridades disseram que ele chegou aos EUA em 2010 e era um residente permanente legal. Três policiais ressaltaram que o agressor já havia chamado a atenção das autoridades federais em razão de uma investigação sem relação com o caso em questão.

– Autoridades federais assumiram a liderança da investigação. Dois policiais afirmaram que os investigadores descobriram bilhetes escritos à mão em árabe próximos à caminhonete que indicavam lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI). Mas como os investigadores ainda não tinham na terça-feira evidências de ligações diretas entre Saipov e o EI, trataram o episódio como um caso de agressor “inspirado”.

– Seis das oito vítimas foram declaradas mortas em West Side Highway, segundo o comissário de incêndio, Daniel A. Nigro. Ele disse que as duas outras morreram no hospital. As autoridades qualificaram o episódio como o ataque mais mortífero na cidade de Nova York desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

– Cinco vítimas eram turistas argentinos que viajaram para Nova York para celebrar os 30 anos de sua graduação na faculdade, contou um policial da Província de Santa Fé, local de origem do grupo. As autoridades argentinas informaram os nomes dos mortos: Hernán Mendoza, Diego Angelini, Alejandro Pagnucco, Ariel Erlij e Hernán Ferruchi. Funcionários belgas afirmaram que uma das vítimas era da Bélgica.

– Nigro afirmou que 11 pessoas foram levadas para o hospital com ferimentos graves, mas não eram casos de vida ou morte. Autoridades argentinas disseram que Martín Ludovico Marro, membro do grupo já citado, estava entre os feridos. Oficiais belgas disseram que três deles eram da Bélgica.

– Autoridades também esclareceram que quando o motorista saiu do veículo, portava armas falsas: uma pistola de paintball e uma arma de pressão.

O que não se sabe

– As identidades de algumas vítimas.

– Qual era a motivação do agressor, se o ataque foi planejado ou espontâneo, se ele teve um alvo particular em mente e o quão perto chegou dele.

– Onde esteve antes de se instalar no West Side Highway, quando mais especificamente ele chegou a Manhattan e se teve tempo para explorar o bairro.

– Por que a polícia diz que ele agiu sozinho. / NYT