Para Entender: 7 chaves da operação contra Bashar Assad
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Para Entender: 7 chaves da operação contra Bashar Assad

Entenda o motivo de os países do Ocidente não terem esperado para atacar a Síria e o quanto a ação pode impactar o governo de Bashar Assad

Redação Internacional

15 Abril 2018 | 05h40

1.Os ataques foram intensos, mas limitados
Os EUA e seus aliados tentaram traçar uma linha com os ataques aéreos, enviando uma mensagem forte a Assad, sem provocar uma resposta militar da Rússia e do Irã. A operação foi mais poderosa do que o ataque aéreo feito no ano passado. Desta vez, havia três alvos, em vez de um, e os americanos empregaram o dobro de armas. Mas foi limitada a uma noite, pelo menos por enquanto, e especificamente destinada a instalações de armas químicas, evitando soldados e bases russas.

Jatos franceses decolam de base aérea com objetivo de atacarem alvos na Síria (AFP PHOTO / ECPAD)

Jatos franceses decolam de base aérea com objetivo de atacarem alvos na Síria (AFP PHOTO / ECPAD)

2.Estados Unidos escolheram não esperar
Os EUA e seus aliados foram em frente com os ataques aéreos mesmo tendo a possibilidade de esperar. Os inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas chegaram a Duma para investigar o ataque da semana passada. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, trabalhava para desacelerar o movimento em direção a uma resposta militar.

3.Assad absorveu o golpe
Os ataques aéreos enviaram uma mensagem inequívoca a Assad e não fica claro se isso poderia mudar seu raciocínio. Ele permaneceu firme no poder graças ao apoio da Rússia e do Irã. Assad está cercado desde o começo da guerra civil na Síria, há mais de sete anos.

4.Capitólio dividido
A reação em Washington foi dividida em linhas partidárias, com elogios republicanos e críticas democratas.

5.Rússia respondeu com retórica de raiva
A Rússia pediu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU e fez advertências duras antes do ataque. Mas a velocidade e o tom da reação russa, ontem, ressaltam que o ataque não resultou em um confronto direto e foi limitado, sugerindo quase um alívio do Kremlin.

6.Theresa May evitou um conflito em casa
A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse acreditar que havia uma necessidade de enviar uma mensagem forte sobre o uso de armas químicas, mas ela tinha motivos diplomáticos e políticos para apoiar os EUA: o desejo de retribuir o apoio que Londres recebeu dos EUA no caso do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha, Yulia.

7.A França viu a chance de agir depois que a linha vermelha foi cruzada
O presidente Emmanuel Macron preparou sua nação para este momento: ele havia discutido a possibilidade de ataques aéreos e deixou claro no início de sua presidência que o uso de armas químicas era uma linha vermelha que não poderia ser cruzada. / NYT